-Novas vítimas são um rapaz de 30 anos e uma mulher de 63.
-65 pessoas estão em monitoramento
A Secretaria Municipal de Saúde de Osasco confirmou mais 2
mortes por gripe A (H1N1), popularmente conhecida como gripe
suína, na cidade. Uma das vítimas, que faleceu no dia 26 de
julho, foi um homem de 30 anos, que estava internado, com
diagnóstico da gripe, desde o dia 24 em uma unidade da rede
municipal e não possuía doença que pudesse ter agravado o
quadro.
Outra vítima é uma mulher, de 63 anos, que faleceu no dia 28
de julho. Ela estava internada, também com diagnóstico da
doença, desde o dia 19, em uma unidade da rede estadual, no
município.
Ainda segundo a secretaria, Osasco soma 311 notificações ,
das quais 51 tiveram resultado positivo para o vírus da
gripe A (H1N1). E, com os novos casos, o número de óbitos
sobe para 7. Existem ainda 65 casos suspeitos em
monitoramento pela Coordenação de Vigilância Epidemiológica.
Mulher grávida morre
de gripe suína em Itapevi
A prefeitura de Itapevi confirmou o caso na última
sexta-feira. De acordo com informações da administração
municipal, a vítima fatal é uma jovem, de 19 anos, que deu
entrada no Hospital Geral de Itapevi em 16 de julho, já em
trabalho de parto. O bebê já estava sem vida.
Após a internação, ela revelou que estava sentindo falta de
ar e foi feito diagnóstico de broncopeumonia. Com isso, além
de iniciado tratamento, testes para gripe suína foram
enviados para análise do Instituto Adolfo Lutz, em São
Paulo.
Rapaz de 30 anos morre
de gripe suína em Cotia
Já em Cotia, um rapaz de 30 anos morreu na madrugada deste
domingo, no Hospital São Francisco. Ele estava internado há
15 dias, com o vírus.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Cotia ele era
fumante, apresentava um quadro de pneumonia bilateral,
insuficiência respiratória e choque séptico.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou, na
terça-feira, 4, recurso do MPE (Ministério Público
Eleitoral) que pedia a cassação do deputado estadual Celso
Giglio (PSDB)
Segundo o Ministério Público, o tucano, eleito em 2006,
teria promovido jantares e almoços com o objetivo de pedir
votos aos convidados. Na ocasião, ele teria feito discursos
apresentando a sua plataforma política e mencionado seu
número de campanha, o que segundo o MPE significa compra de
votos. Isso teria ocorrido em oito jantares. Ainda em 2006,
a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) moveu ação contra o
tucano sob a mesma acusação.
Apesar dos argumentos usados pela MPE, o Tribunal rejeitou a
representação por não ter provas suficientes de
irregularidades nos eventos.
A defesa do deputado alegou que os jantares foram apenas
reuniões de caráter político e que, em nenhum momento, o
deputado pediu votos ou distribuiu material de campanha.
De acordo com o relator do caso, ministro Marcelo Ribeiro,
todas as testemunhas ouvidas confirmaram que não houve
pedidos de votos durante o jantar. Portanto, não condicionou
a oferta de alimento em troca de votos.
Na época, o deputado avaliou a questão como injusta. “Todos
os processos são do mesmo teor e foram movidos pelo mesmo
motivo. Mas os jantares não foram promovidos com fundos de
campanha e sim oferecidos por amigos que quiseram me
homenagear”, alegou.
Ontem, em entrevista ao Diário, o deputado disse que já
esperava esse resultado e que está muito feliz com a decisão
do TSE. “Não houve nenhum abuso da nossa parte e a Justiça
percebeu isso na hora de julgar o caso”.
Durante a campanha de 2006, o TRE designou servidores para
acompanhar diversos eventos realizados por diferentes
candidatos, com o objetivo de garantir maior transparência
com os gastos no decorrer da disputa. Foi por meio dessa
medida que os jantares e almoços de Giglio entraram na mira
do Ministério Público.
Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Renan Calheiros
(PMDB-AL) quase se enfrentaram fisicamente no plenário do
Senado no fim da tarde desta quinta-feira. Renan havia
terminado de discursar sobre a representação contra o líder
Arthur Virgílio (PSDB-AM), citando o pagamento de despesas
médicas à mãe recentemente falecida do tucano. Tasso já
tinha ficado irritado com o que considerou falta de
respeito.
Tasso pediu então que fosse retirada do plenário uma pessoa
que estaria se manifestando favoravelmente à representação.
Renan desceu da tribuna e os dois continuaram discutindo
asperamente.
- O senador Tasso Jereissati, essas crises acontecem por
isso. É a minoria com complexo de maioria. Quer expulsar
agora um cidadão que está aqui participando da sessão, que é
uma sessão, infelizmente histórica do Senado Federal - disse
Renan.
- Senador Renan, não aponte esse dedo sujo para cima mim.
Não aponte esse dedo sujo para cima mim. Estou cansado de
suas ameaças - retrucou Tasso.
- O dedo sujo, infelizmente é o de vossa excelência, são os
dedos dos jatinhos que o Senado pagou - disse Renan, fazendo
referência à denúncia de que Tasso usou parte de sua verba
de passagens para fretar jatinhos.
- Pelo menos, era com o meu dinheiro, o jato é meu. Não é do
que o senhor anda, dos seus empreiteiros. O dinheiro é meu,
é meu, é meu. - rebateu Tasso, que, ao ouvir algo que Renan
disse fora do microfone, continuou:
- Eu, coronel cangaceiro?
- Seu coronel de merda! Me respeite! - disparou Renan, desta
vez, fora do microfone.
Tasso reagiu:
- Olha o decoro parlamentar. Repita o que você disse aí.
- Você não é coronel de nada. Você é minoria com complexo de
maioria. Me respeite - continuou Renan.
- Presidente, o senador Renan Calheiros acabou de quebrar o
decoro parlamentar me dirigindo com palavras de baixo calão.
Eu peço que seja feita uma representação sobre isso - pediu
Tasso ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
- Presidência, eu peço desculpas e peço para vossa
excelência retirar da sessão de hoje que minoria com
complexo de maioria é falta de decoro parlamentar - tentou
consertar Renan.
O deputado João Paulo Cunha, do PT paulista, demorou três
anos para sentir-se ofendido com o artigo A coalizão dos
vigaristas, publicado no Jornal do Brasil em dezembro de
2005. Conforme petição encaminhada à Justiça, que acaba de
me intimar para uma audiência, Cunha acha que merece uma
indenização em dinheiro “por danos morais”. Continuo achando
que o que o ex-presidente da Câmara merece é cadeia. A
reprodução do texto permitirá que o leitor decida quem tem
razão.
Planalto paga mesada a deputados, foi esse o título da
reportagem publicada pelo Jornal do Brasil em 24 de setembro
de 2004. As primeiras quatro linhas resumiram o escândalo:
“O governo montou no Congresso um esquema de distribuição de
verbas e cargos para premiar partidos fiéis ao Planalto.
Chama-se mensalão”. Imediatamente, estendeu-se sobre a
bandalheira a rede corporativista tecida pelo cinismo dos
culpados e pelo silêncio dos bem-informados.
Estimulado pelo recuo dos muitos parlamentares que sabiam da
história, o deputado João Paulo Cunha, presidente da Câmara,
ordenou a abertura de uma sindicância para conferir a
denúncia. Os sherloques levaram duas horas para decidir que
a acusação era “impertinente”. João Paulo não perderia a
chance de fingir que, diante de agressões à instituição,
virava fera ferida.
No dia seguinte, reivindicou por ação judicial o direito de
resposta e prometeu exigir do JB “indenização por danos
morais”. A resposta, publicada em 30 de outubro, transpirava
indignação. A Câmara fora vítima de uma falsidade
inominável, bradou o articulista, que condenou “o
constrangimento imposto aos parlamentares”. Oito meses
depois, baseada na entrevista de Roberto Jefferson à
jornalista Renata Lo Prete, a Folha de S.Paulo anunciou que
o PT pagava mensalões a deputados. A essência da manchete
repetia a que enfurecera João Paulo no ano anterior. Mas
desta vez a fera de araque nem miou.
“Vocês ainda vão ouvir falar muito num carequinha chamado
Marcos Valério”, avisou Jefferson dias mais tarde. E então
se deu a metamorfose. Sumiu o João Paulo com cara de
garotão, maneiras polidas, cada fio de cabelo em seu lugar,
óculos de primeiro da classe, afeito a sussurros
conciliadores, mas disposto a enfrentar quaisquer perigos em
defesa dos oprimidos e dos princípios do PT. Com os mesmos
óculos, entrou em cena um tipo assustadiço, olheiras de
porteiro de cabaré, barba implorando por lâminas, cabelos em
desalinho, pupilas dilatadas pelo medo. Esse João Paulo era
o verdadeiro. Tinha a cara da alma, modificada pelo
lucrativo convívio com Marcos Valério.
Eles se conheceram na temporada eleitoral de 2002, quando
uma agência do vigarista mineiro foi contratada para cuidar
da campanha do PT em Osasco, onde João Paulo nasceu.
Vitorioso, o deputado transformou o novo amigo em
marqueteiro de estimação. Candidato único à presidência da
Câmara, João Paulo contratou-o para monitorar uma campanha
que não haveria. Depois, escolheu uma agência do parceiro
para “melhorar a imagem da Casa”. Grato, Marcos Valério
incluiu perguntas sobre o prestígio eleitoral de João Paulo
em pesquisas destinadas a avaliar a imagem da instituição. O
contrato foi renovado por dois anos no último dia útil de
2004.
Um cheque de R$ 50 mil valerianos recolhido pela mulher de
João Paulo na agência do Banco Rural acabou por incluí-lo na
fila da guilhotina. Puro descuido. A propina talvez tenha
sido a menor das muitas transações tenebrosas consumadas
pela dupla. Envolvem quantias bem mais impressionantes. Há
outras pilantragens em andamento.