Eles alegam que cidade está largada às moscas. Afirmam que
as ruas estão esburacadas e existe muito lixo, matagal e
entulho esparramados por todo lado
Vereadores
André Sacco, Jair Assaf e Bognar: duras críticas ao
Executivo
Os vereadores da bancada de oposição da Câmara de Osasco –
os tucanos André Sacco, Sebastião Bognar e Jair Assaf – têm
criticado ultimamente a situação dos serviços de manutenção
executados pela prefeitura, apontando a existência de
buracos, lixo, matagal e entulho espalhados pelo município.
O Diário ouviu os três vereadores sobre o assunto, na sessão
desta quinta-feira. Eles criticaram a má conservação da
cidade e falaram também da extinção das regionais.
O tom mais ácido foi o do vereador André Sacco. “Estamos
sentindo que a cidade está abandonada nos bairros
periféricos, nos arredores das Unidades Básicas de Saúde,
dos Pronto-Socorros, das escolas municipais. É lixo por toda
parte, buracos, pichações. Isso se deve a uma inoperância da
administração”, disparou o tucano.
Ele acredita que o antigo modelo das regionais não poderia
ter sido extinto pela prefeitura sem que houvesse um novo
sistema operacional. “A antiga regional funcionava de forma
pequena, mas estava junto ao povo. Os reclames do cidadão
estavam ali na porta da casa dele”, ressaltou.
Sacco também falou da pré-campanha de Emidio para governador
do Estado e voltou a sinalizar que o problema está na equipe
do prefeito. “A gente fica sempre feliz quando uma
autoridade da nossa cidade almeja cargos maiores. É um
direito dele. Porém, [o prefeito] tem que ter uma estrutura,
uma equipe coordenada que não deixe nenhum vácuo. Equipe que
de fato trabalhe, secretariado disposto a trabalhar”, disse.
Ele alegou que falta “um mando mais forte” por parte do
prefeito.
O tucano Assaf ponderou que a situação de ‘abandono’, na
avaliação dele, é uma prática rotineira do prefeito Emidio
todos os anos, entre outubro e abril. “Quando chega nesse
período, não tem manutenção na cidade, não tem conservação,
não tem limpeza e os buracos aparecem pra todos os cantos,
por causa das chuvas que são fortes”, disse.
O vereador
comparou ainda a questão
da manutenção da cidade com o cuidado que cada um deve ter
com sua casa, onde fica difícil fazer limpeza após deixar
acumular a louça e a sujeira por muitos dias.
Assaf explicou ainda que essa suposta prática de Emidio tem
como motivo, no seu entendimento, as dificuldades
financeiras que o município enfrenta no período. “É o que
faz o Emidio puxar o breque do freio-de-mão de vez em
quando, mas isso não pode acontecer”, afirmou. Para ele, é
possível fazer manutenção diária com uma programação
rigorosa nos recursos do Orçamento da cidade.
Já Bognar disse que a cidade passa hoje por muitas
dificuldades e falhas que precisam ser mais bem
administradas. “É só andar pela cidade que a gente vai ver o
quanto falta de manutenção. A cidade está cheia de entulho e
muito suja”, destacou.
O vereador acredita que essa postura
da administração municipal tem feito a cidade “andar pra
trás”. E ele também criticou a extinção das regionais sem
que antes tivessem sido criadas as subprefeituras.
Blog comenta
Vale dizer que esta matéria - republicada na intriga - é
manchete do Diário da Região deste sábado e ratifica todas
as denúncias que temos feito - quase que diariamente - aqui
neste blog.
Enviado porCamilo com informações do
Diário de Região
Lula criticado por seu inexplicável silêncio sobre os muros
de três metros que seu amigo Sérgio Cabral está ergüendo nas
favelas do Rio.
Esta semana em Genebra, na Suíça, um perito das Nações
Unidas, Alvaro Tirado Mejiam, disse que a construção das
cercas marca o início de uma discriminação geográfica no
país. Tudo isso aconteceu, para absoluto constrangimento do
governo brasileiro, quando seus representantes tentavam
defender os programas sociais no país.
A sabatina promovida pela ONU tinha a representação de 13
ministérios brasileiros. A questão dos muros, foi o
principal tema dos peritos das Nações Unidas.
Mejiam foi duro e enfático: “Estão fazendo muros entre as
favelas e os bairros ricos. O que está sendo feito contra
estes projetos?”- questionou.
O secretário nacional de direitos humanos, Paulo Vannuchi,
ficou ficou desconcertado e pouco pôde explicar à platéia.
Mais do que isso, fingiu desconhecer a amplitude do problema
fartamente noticiado na imprensa.
A “esperteza” dos deputados federais contra os eleitores e
contra a soberania popular, tentando instituindo o voto em
listas fechadas (para deputados federais e estaduais e para
vereadores), já começou a render frutos.
A maioria esmagadora (ou esmagada?) dos eleitores tomou
conhecimento do que seja o voto em lista. Muito bom.
Informação é poder. E os nobres deputados não estavam nem um
pouco interessados em que os eleitores tivessem acesso a
essas informações.
Estavam prontos para votar mais esta pouca-vergonha. E
depois, bom, depois seria o fato consumado.
Mas um bocado de gente se esforçou para estragar a tentativa
de golpe dos deputados.
Jornalistas, cientistas e analistas políticos, deputados e
senadores que são contra este golpe (sim, eles existem!)
passaram os últimos dias explicando, explicando, explicando.
Então, para recolocar os pingos nos iis, vamos lá.
O Brasil pratica um tipo muito peculiar de voto
proporcional. Lista aberta (o eleitor escolhe seu
candidato), coligações em eleições proporcionais (juntando
cobra, jacaré e elefante no mesmo palanque) e um mecanismo
inteiramente perverso de distribuição das sobras eleitorais.
Resultado: o eleitor vota num candidato honestíssimo... e
seu voto pode servir para eleger um bandido. O eleitor
brasileiro não tem a menor idéia de quem foi eleito com o
seu voto.
Não custa lembrar: nas eleições de 2006, apenas 39 deputados
federais, em todo o Brasil, atingiram o quociente eleitoral
de seus estados.
Em outras palavras: apenas 39 deputados federais se elegeram
com os próprios votos. Os restantes 474 se elegeram com
votos da coligação e das sobras eleitorais.
O atual presidente da Câmara, dep. Michel Temer, por
exemplo, foi o último colocado no PMDB. Quase não é eleito,
precisou dos votos da coligação e das sobras. Mas hoje é o
todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados. Pode?!
O sistema está inteiramente distorcido. A vontade do eleitor
é inteiramente desrespeitada. A distância entre o
representado e o representante (que não representa mais
ninguém, apenas ele mesmo).
O sistema eleitoral brasileiro deixou de reproduzir suas
virtudes, reproduz apenas seus defeitos.
A solução seria reconciliar representantes e representados,
reaproximar os deputados dos eleitores.
Mas não. Acuados por uma impressionante onda de escândalos
sucessivos, suas excelências estão com medo de não serem
reeleitos em 2010.
(O Congresso brasileiro apresenta das mais altas taxas de
renovação no mundo. Portanto, o mandato dos atuais deputados
pode estar correndo sério risco.)
E a resposta aos escândalos, qual é? O voto em lista
fechada, para garantir a reeleição! Vejam só!
Vamos lembrar: na lista fechada, o eleitor não vota em um
candidato, mas numa lista partidária. É o que conhecemos
hoje como voto de legenda.
Se o partido ou a coligação fizerem votos necessários para
eleger, digamos, 20 deputados num determinado estado, os 20
primeiros da lista estão eleitos.
Isto significa que acaba a renovação, fortalece-se o poder
dos caciques partidários, da turma que controla o aparelho
dos partidos. E também dos atuais deputados e vereadores.
Adeus, renovação.
Escondidos dentro de uma lista fechada, os deputados podem
“se lixar para a opinião pública”, como declarou ontem o
deputado Sergio Moraes (PTB-RS). Ele tem razão.
Com o voto em lista fechada, os bons deputados servirão de
biombo para todo tipo de meliante que se candidata para ter
acesso aos cofres públicos e ao foro privilegiado.
Suas Excelências darão uma banana para a sociedade e farão
campanha apenas dentro dos partidos. E o eleitor terá
cassado o direito de escolher seu candidato e votar nele.
Como escapar do impasse entre continuar com um sistema
eleitoral inteiramente falido e embarcar neste golpe que é a
eleição em lista fechada?
Uma proposta que mereceria ser analisada é a do distritão.
O projeto, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), é bem
simples. Para a eleição de deputado federal e estadual, por
exemplo, o estado é o distrito. Serão eleitos os mais
votados, acabando com votos de coligação e com sobras
eleitorais.
No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, são 46 deputados
federais. Os 46 mais votados seriam considerados eleitos,
independentemente do partido pelo qual se candidataram. Mas
seriam eleitos com os próprios votos.
Atualmente, são 70 os deputados estaduais fluminenses. Da
mesma forma, os 70 primeiros seriam considerados eleitos.
Mantém-se a proporcionalidade, reaproxima-se o deputado do
eleitor e não se impede o eleitor de votar em seu candidato.
Simples, não?
O único problema é que os candidatos teriam que mostrar sua
cara, dialogar diretamente com o eleitor e, uma vez eleitos,
teriam que andar na linha e prestar contas do exercício do
seu mandato.
Como o eleitor saberia perfeitamente quem foi eleito e quem
não foi, a cobrança ficaria mais fácil.
Talvez, exatamente por esta transparência e por esta
exposição dos políticos diante de seus eleitores, este
projeto do distritão não corre o menor risco de ser
aprovado.
O concorrido evento reuniu centenas de amigos, políticos e
admiradores
Foto reprodução da TV Câmara Osasco Guaçu
feliz com o sucesso do
livro
Promovido pelo vereador e médico André Sacco, com o aval de
toda a Casa, aconteceu nesta quinta-feira, no recinto da
Câmara Municipal de Osasco, o lançamento do livro "Sonhar
é Preciso - Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura",
do ex-prefeito de Osasco Guaçu Piteri.
Com direito a coquetel e transmissão ao vivo pela internet,
o evento reuniu centenas de pessoas que, na sua maioria -
para alegria do autor - adquiriram o livro.
Segundo o autor da homenagem, vereador André Sacco, Guaçu é
uma reserva moral da cidade e merece toda e qualquer
homenagem. "Além de governar Osasco com muita sabedoria e
honestidade, de ter sido um deputado brilhante, ele colocou
nossa cidade no rumo do progresso. E este seu livro faz a
gente reviver momentos que estavam esquecidos na nossa
memória" , disse Sacco, que afirmou já ter lido o livro mais
de uma vez e considerar uma obra imperdível.
O livro narra a trajetória de Guaçu tendo como pano de fundo
as transformações sociais e estruturais de Osasco nos
últimos cinqüenta anos. O prefácio da obra é assinado pelo
ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, com
comentários do governador José Serra e Plínio de Arruda
Sampaio.
Bem-humorado e mostrando-se extremamente feliz com a
homenagem, Guaçu, que é sociólogo e atualmente é
professor em duas faculdades da cidade, em entrevista para a
TV Câmara Osasco afirmou que começou escrever o livro desde
o seu primeiro mandato como prefeito de Osasco.
"Resgatar a verdade sobre a ditadura é fundamental, mas isto
não significa que devemos adotar agora um sentimento
revanchista que seria extremamente negativo para o
desdobramento do processo político", explica.
História marcante
Antônio Guaçu Dinaer Piteri foi duas vezes prefeito de
Osasco (1967-70 e 1977-82), deputado federal (1975-79) e um
dos fundadores do antigo MDB, partido oposicionista no
período da ditadura, atual PMDB. Hoje, afastado da política,
leciona Sociologia no Centro Universitário Fieo e na
Fundação Instituto Tecnológico de Osasco (Fito).
Para mais informações sobre o livro e sobre o autor, acesse
o
Blog do Guaçu.
-Vereadora foi aplaudida diversas vezes ao criticar atitude
do prefeito que, através de decreto, dificultou a concessão
de passe gratuito no transporte coletivo da cidade para
deficiente físico ou mental, aposentado e pensionista
-Vereadora disse que entrará na justiça contra as imposições
do prefeito, que seriam inconstitucionais
Ana Paula na tribuna: "Para
comprovar a deficiência a pessoa tem de apresentar inúmeros
documentos e passar por um médico da empresa de ônibus. Isso
é um absurdo... E o prefeito ainda quer ser governador.
Imaginem o prejuízo que São Paulo iria ter"
Nesta terça-feira a vereadora Ana Paula Rossi fez o clima
esquentar na Câmara Municipal ao falar sobre as dificuldades
implantadas pelo prefeito Emidio de Souza através de decreto
que ditou as novas regras para os deficientes, idosos e
pensionistas conseguirem passe gratuito no transporte
público da cidade.
"É inconstitucional o que o prefeito fez. A gratuidade é
um direito que está na Lei Orgânica do município e vou lutar
para que esta situação seja revertida", afirmou após ler
o artigo da Lei.
A vereadora foi aplaudida diversas vezes pelo público
presente na platéia pois afirmou com veemência que não irá
ceder a pressões e que vai buscar meios legais para impedir
que as novas normas ditadas não sejam implantadas.
"Quando fui secretária da Promoção Social, eu bati de frente
com as empresas de ônibus, coisa que ninguém quer fazer. Sei
muito bem a intenção deles. Mas vou combater com rigor",
disse a vereadora.
Debate esquentou
O líder do PSDB na Câmara, vereador André Sacco, apoiando a
vereadora Ana Paula, foi contundente ao rebater explicações
do líder do prefeito.
"Pelo que se vê, quem manda nesta cidade são as empresas de
ônibus. Elas ditam o valor da passagem em detrimento dos
usuários", disse Sacco que completou: "só duas
empresas estão lucrando com esta retirada de benefícios das
pessoas que necessitam. Muitas não vão atender às exigências
que o prefeito determinou. Isso é um ataque ao bolso do
munícipe" , completou.
De olho numa possível vaga de candidato a governador em
2010, prefeito de Osasco deixa a cidade para participar das
caravanas do partido. A mais recente foi em Cubatão
Servidores esta semana saíram às ruas e ameaçam greve. Reclamam que a
categoria foi abandonada pelo prefeito
Dias antes foram as professoras da rede municipal que fizeram grande manifesto contra a falta
de condições de trabalho
Ao lado do deputado João Paulo Cunha e outras lideranças do
PT, o prefeito de Osasco Emidio de Souza está rodando o
estado de São Paulo em busca de apoio para disputar a vaga
de candidato a governador em
2010.
Tudo isso seria extremamente normal se a cidade de Osasco
não estivesse vivendo a maior crise de serviços de sua
história. A saber:
-A Saúde está em situação precária e sendo alvo de
denúncias graves como a das mortes de bebês e mães na
maternidade municipal feitas pela TV Bandeirantes.
Nesta quinta-feira, durante a sessão ordinária na Câmara, vereadores
do grupo independente
receberam a denúncia da falta de médicos nos Postos de Saúde,
fato que obrigou um dos vereadores da base a sair em busca de
explicações do secretário da pasta.
-A Educação está em clima de guerra com a revolta das
professoras da rede municipal, que saíram às ruas em busca de melhores
condições de trabalho e foram agredidas pela Guarda
Municipal.
-No Esporte, o Bradesco resolveu acabar com o time de
volêi feminino Finasa/Osasco sem dar satisfação ao prefeito.
-No setor de Obras a situação beira o colapso. A
maioria das obras - usadas para ganhar votos na eleição -
estão paradas e sem perspectiva de retorno a curto prazo.
Obras de manutenção das ruas, praticamente, deixaram de
existir. Até mesmo vereadores da base estão apavorados. Um
deles afirmou que tem bairro que "não dá nem para chegar"
por causa da quantidade monstruosa de buracos.
-A falta de limpeza pública está levando a cidade a um caos
nunca visto. Depois que o prefeito fechou as 20 regionais -
alegando contenção de despesas -, o
que era ruim está ainda pior. Por todos os cantos do
município se podem ver montanhas de lixo acumulado nas
calçadas, mato cobrindo as praças e escolas, parques virando
selva, piscinão que de tão sujo abriga cavalos e outros
animais e muitas outras calamidades.
A sujeira na cidade foi, inclusive, motivo de um
forte debate na Câmara da cidade pois o prefeito chegou a
afirmar - por um jornal - que as denúncias, mesmo
documentadas com fotos pelos vereadores, não eram
verdadeiras.
-Os servidores foram para as ruas na última segunda-feira
para pedir salário justo e melhores condições de trabalho.
Lutaram para falar com o prefeito, mas foram recebidos por
secretários que não sabiam responder às questões levantadas
e nem onde o prefeito estava.
E o pior de tudo é que o prefeito não é encontrado para
esclarecer nenhum destes fatos. Segundo informações e reportagens
de jornais, estaria viajando em busca de apoio para ser
candidato a governador.
Sinceramente, dá para aguentar uma situação como esta sem
falar nada?
Já que o mais importante para o prefeito é fazer campanha
para ser candidato a governador, ele que peça licença e
entregue de vez o cargo ao vice. Quem sabe a cidade volte a
funcionar.
Veja o vídeo abaixo feito e enviado por moradores cobrando
promessas do prefeito e mostrando que porcos continuam andando
pelas ruas de diversos bairros da cidade, como denunciamos
neste blog no ano passado: