Declarações de apoio ‘distanciam’ da região o ex-governador
Alckmin, também pré-candidato do partido
O anúncio do convite era de que seria ministrada palestra,
mas a reunião do PSDB realizada anteontem à noite, na Câmara
de Osasco, foi claramente um evento de campanha para
alavancar a pré-candidatura do secretário de Estado da Casa
Civil, Aloysio Nunes Ferreira, a governador de São Paulo.
A ‘reunião’, organizada pelo deputado federal Fernando
Chucre e pelos deputados estaduais João Caramez e Celso
Giglio, contou com a presença de militantes e de diversos
políticos tucanos da região, além de nomes do PMDB, como o
deputado federal Francisco Rossi.
Durante o evento, Aloysio chegou a ser apresentado ao
microfone como “futuro governador de São Paulo” e, em seu
discurso, aproveitou até para anunciar, em primeira mão, a
reforma da estação de trem de Jandira. O secretário reclamou
que faltava ao PSDB “parar de somente colocar os ovos e
começar a cacarejar também”. Foi o que ele fez.
“O nosso governo [gestão José Serra] deu impulso às obras e
programas como nunca se viu na História. Em nome da
continuidade deste padrão de governo é que estamos
convocando pessoas, mentes, vontades e corações”, discursou.
Aloysio disse, até mesmo, que não bastava “simplesmente
repetir o atual governo”, mas que era preciso “trazer idéias
novas”.
Apesar dos indícios, Aloysio negou, em entrevista ao Diário,
que seja o preferido de Serra e afirmou que o governador não
exerce poder de decisão sobre o partido. Segundo ele, a
definição da candidatura entre ele ou o ex-governador
Geraldo Alckmin será tomada pelo PSDB “no momento certo”.
Palanque
Os deputados tucanos locais já anteciparam esse ‘momento
certo’ e resolveram entrar em ritmo de campanha e montar o
palanque. Caramez, por exemplo, conclamou o tucanato a
partir para a ofensiva. “Nós podemos e devemos começar essa
campanha pra não ficarmos correndo atrás do prejuízo, como
sempre aconteceu”, enfatizou.
Para o deputado, o PSDB viveu dois momentos nos últimos 15
anos à frente do governo do Estado. No primeiro, o
ex-governador Mário Covas teria tomado medidas drásticas
para sanear as contas públicas, sendo que Alckmin teria
consolidado as políticas adotadas. No segundo momento, o
atual, Serra teria promovido obras, com espírito
empreendedor. “Só tem um homem que pode dar continuidade ao
trabalho iniciado e esse homem se chama Aloysio”, afirmou.
Já Chucre destacou que está engajado para que Aloysio seja
escolhido como candidato, mas afirmou que o partido vai
escolher o nome que tiver maior viabilidade eleitoral. “De
qualquer forma, quando o PSDB decidir seu candidato, todos
nós estaremos unidos pra não cometermos o mesmo erro que
ocorreu nas eleições da Capital”, ponderou, referindo-se ao
racha do partido entre os candidatos Alckmin e Gilberto
Kassab (DEM). Para ele, existe a possibilidade de que
Alckmin seja o candidato tucano ao Senado.
“Já ganhou”
O deputado Giglio, por sua vez, disse que através do evento
o secretário se aproximava das bases e dos amigos que “vão
caminhar junto com ele para uma futura e vitoriosa
empreitada”. “Tenho certeza de que o Aloysio vai sair desta
reunião com o apoio maciço de todos os tucanos da região.
Espero que ele seja o candidato a governador”, ressaltou.
Além dos deputados, estiveram presentes o prefeito de
Araçariguama, Roque da Reflet, o ex-prefeito de Carapicuíba
Fuad Chucre, os ex-prefeitos de Osasco Guaçu Piteri e Silas
Bortolosso, além de ex-deputados tucanos, vereadores e
ex-vereadores.
Rossi também declara apoio a
Aloysio
O deputado federal Francisco Rossi (PMDB) compareceu ao
evento e também discursou em apoio à pré-candidatura de
Aloysio Nunes para governador.
Ele estimulou o secretário e seus apoiadores a não
desanimarem com o fraco desempenho do tucano nas pesquisas
de intenções de voto, porque elas eram “fotografias de
momento” e os números podem ser revertidos.
“Eu não tenho a menor dúvida em declarar, desde já, meu apoio
incondicional à candidatura de Aloysio”, disse, categórico.
“Ele é talhado e preparado para governar o Estado e seu
passado o credencia para pleitear ser o candidato na
convenção do PSDB”, avaliou.
Enviado porCamilo com informações do
Diário da Região
'Há muita propaganda, que não corresponde às ações
concretas'
Após um encontro ontem com a cúpula do DEM, em Belo
Horizonte, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), fez
críticas ao governo Lula e chamou de populistas projetos do
governo, citando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
principal vitrine da pré-candidatura da ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff.
- Esse viés (populista) está aí muito claro. Há muita
propaganda, que não corresponde às ações concretas que são
tomadas - afirmou o governador de Minas e um dos
pré-candidatos do PSDB à Presidência em 2010.
Aécio também reclamou da propaganda federal do programa Luz
Para Todos, dizendo que a administração Lula não está dando
crédito aos investimentos estaduais no projeto:
- Nós estamos assistindo a uma propaganda veiculada no
Brasil sobre o programa Luz para Todos, paga pelos cofres
públicos federais, como se fosse um programa assinado pela
Eletrobrás e pelo governo federal. Esse programa em Minas
tem 70% dos seus recursos bancados pelo estado. O governo
(federal) entra com cerca de 30% e se apropria como se fosse
ele, solitariamente, o responsável.
O governador evitou classificar a coluna "O Presidente
Responde", que Lula passou a escrever para 94 jornais do
país, como populista, mas disse que vai sugerir que a
oposição também ganhe espaço para responder e comentar as
declarações do presidente.
Projeto que tramita no Congresso prevê aumento do valor e
correção baseada no IPCA
Multa leve aumentaria dos atuais R$ 53,20 para R$ 90;
punição por embriaguez ao volante passaria de R$ 957,69 para
R$ 1.575
Um ano depois de a lei seca entrar em vigor, o governo
trabalha para aprovar no Congresso Nacional outras medidas
com o objetivo de reduzir o número de acidentes de trânsito
no país. A principal delas prevê um aumento de 65% a 69% no
valor das multas e sua vinculação a um índice de inflação,
fazendo com que tenha reajustes constantes.
A proposta do aumento do valor das multas tramita tanto no
Senado quanto na Câmara, a partir do mesmo projeto,
elaborado pelo Ministério da Justiça no ano passado.
Pelo texto, a multa para infração considerada leve
aumentaria de R$ 53,20 para R$ 90. A multa mais baixa para
infração gravíssima passaria dos atuais R$ 191,54 para R$
315. A punição para o motorista que dirigir embriagado
subiria de R$ 957,69 para R$ 1.575.
O projeto também atrela a correção do valor da infração ao
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), taxa oficial de
inflação. Isso permitiria aumentos regulares. Hoje o valor
está atrelado à Ufir. Como ela foi extinta em outubro de
2000, as multas não foram mais corrigidas. Para mudar o
critério de reajuste, é necessária a aprovação do Congresso.
A inflação acumulada pelo IPCA entre novembro de 2000 e
junho deste ano é de 77,86%.
"Sem dúvida é uma medida impopular, mas a gente percebe que
a atualização da multa tem relação direta com o descuido do
motorista. Recuperar isso [a defasagem] é importante, ou
então a multa fica irrisória", afirmou Pedro Abramovay,
secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça
e responsável pela elaboração da lei seca.
Enviado porCamilo com
informações da
Folha de S. Paulo
-Por usarem apitos e tentarem
impedir o início da sessão com gritos e vaias,
manifestantes contrários ao projeto foram arrancados à força
do plenário
-A terceirização foi aprovada depois de 8 horas de sessão.
Contou com duras críticas da oposição que não concordou com
a forma que o projeto tramitou na Casa
-Vereadores de oposição condenaram a falta de uma audiência
pública para debater a proposta que, segundo eles, está
sendo feita no escuro
-O Hospital Antonio Giglio - que será o primeiro a ser
terceirizado - tem hoje mais de mil funcionários, que
deverão ser demitidos ou remanejados
Assista à reportagem
da Rede Globo que, assim como outras emissoras atraídas pelo
tumulto, esteve no local e registrou o caso:
BLOG COMENTA:
Os acontecimentos de ontem mostraram claramente que o
prefeito Emidio - como há muito tempo temos falado aqui neste
blog - já perdeu o controle da cidade.
Mesmo diante do tumulto e da importância do projeto - que
prova a incompetência administrativa do seu governo na área
de Saúde - o prefeito continua fora da cidade em busca de apoio
para sua pseudocandidatura a governador.
E para piorar, o seu secretário de Saúde - que deveria estar
na primeira fila do plenário da Câmara, segundo foi
alertado na tribuna da Casa - está em viagem pela
Espanha.
Diante desta situação de calamidade e abandono, pergunto: como não
criticar este governo que o que menos faz é governar?