Quinta, 11 de
junho de 2009
3 ANOS No ar
desde 8 de fevereiro de 2006
Destaques
Pensamento do Dia:
"Terceiro mandato é golpismo. É algo que afronta os preceitos
constitucionais. O terceiro mandato é, na prática, declarar que a
democracia brasileira é frágil, porque um dos princípios mais
importantes da ordem democrática é a alternância do poder"
De Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da
Indústria
Caso você tenha alguma denúncia a fazer sobre corrupção em
Osasco e região,
entre em contato com este blog.
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou nesta quarta-feira
que cogita a possibilidade de desistir da
corrida presidencial e se candidatar a governador de São
Paulo, com o apoio do PT. O presidenciável, que aparece em
terceiro lugar nas intenções de voto na pesquisa CNI/Ibope,
divulgada na terça-feira, com 12%, afirmou ao GLOBO que está
motivado por "muita gente séria do PT".
" Nunca esteve na minha "cogitação" essa possibilidade em
São Paulo. Mas tem muita gente séria do PT falando disso
comigo e realmente eu estou avaliando essa possibilidade.
Mais que isso, não posso ainda falar ", disse.
A estratégia, que promete "bombardear" o ninho tucano em São
Paulo, envolve uma complexa articulação iniciada há cerca de
um mês pela base aliada de Lula. O governador José Serra
(PSDB), líder nas pesquisas nacionais, estaria irritado com
a movimentação do PT em torno de Ciro.
- Nunca esteve na minha "cogitação" essa possibilidade em
São Paulo. Mas tem muita gente séria do PT falando disso
comigo e realmente eu estou avaliando essa possibilidade.
Mais que isso, não posso ainda falar - afirmou Ciro, que
embora tenha feito sua carreira política no Ceará, é nascido
na mesma cidade de Pindamonhangaba que o tucano Geraldo
Alckmin, primeiro colocado nas pesquisas para o governo de
São Paulo pelo PSDB.
Direção do PSB diz que
vai levar projeto Ciro-governador adiante
Aliado de
Serra em São Paulo e com a vice-liderança do governo na
Assembleia Legislativa, a direção do PSB paulista afirma que
vai levar o projeto Ciro-governador adiante - apesar de já
ter levado uma
reprimenda de Serra na última segunda-feira, em São Vicente
(SP). Serra e Ciro são desafetos desde a época em que eram
ministros do governo Fernando Henrique.
" O Serra ficou uma arara comigo. Mas o que posso fazer?
Tenho time e não estou nessa com ele, mas com o meu partido,
que é aliado nacional de Lula ", afirma.
- O Serra ficou uma arara comigo. Mas o que posso fazer?
Tenho time e não estou nessa com ele, mas com o meu partido,
que é aliado nacional de Lula - disse o presidente estadual
do PSB, deputado Márcio França (PSB-SP).
Vários pessebistas confirmaram que Serra reclamou da
articulação. A base do PSB na Assembleia rebelou-se contra a
direção do partido:
- Levamos uma bronca do Serra e ficamos chateados. Não
precisamos importar o Ciro para governar São Paulo, temos
nomes daqui. Tudo bem que ele nasceu no estado, mas foi
embora. É lógico que ele vai enfrentar nossa resistência.
Apoiamos o Serra e o candidato dele, Aloyzio Nunes Ferreira
(secretário da Casa Civil) - afirmou o líder do PSB na
Assembleia, deputado Luciano Batista.
" O presidente Lula foi simpático à ideia. Já calculamos e,
juntos, teremos dez minutos de tempo na TV, o mesmo que
Alckmin terá pelo PSDB ", garante.
O presidente do PSB disse que contornará a rebelião. Segundo
ele, o projeto para Ciro tem conquistado apoio nacional e
foi apresentado a Lula:
- O presidente Lula foi simpático à ideia. Assim como nossos
aliados. É claro que a primeira reação de
todos é de espanto, mas a estratégia é boa. Já calculamos e,
juntos, teremos dez minutos de tempo na TV, o mesmo que
Alckmin terá pelo PSDB.
Presidente estadual do
PT admite apoiar Ciro
Segundo França, PSB, PDT, PR, PP e outros partidos da base
fizeram uma pesquisa Ibope em São Paulo para avaliar a
candidatura de Ciro, antes de lançar a ideia publicamente.
Ciro teria aparecido com 18% das intenções; e mais de 70%
dos eleitores afirmaram que gostariam de quebrar a hegemonia
tucana em São Paulo. O PSDB governa o estado há 14 anos.
- Esse plano é uma das fantasias da política. Não passa pelo
crivo de uma análise de bom senso. Imagine Alckmin ou Serra
disputando o governo do Ceará. Essa ideia não tem alterado
nossas políticas
O presidente estadual do PT, Edinho Silva, admitiu as
negociações e não descartou a hipótese de o PT fechar com
Ciro. Ele conversou com o principal pré-candidato do PT a
governador, o deputado Antonio Palocci (PT-SP).
Os petistas
afirmam que Palocci deixou claro que pretende esperar a
definição de sua situação na Justiça, e depois voltar para o
governo. No máximo, se candidataria novamente à Câmara dos
Deputados.
Ministro Joaquim Barbosa, relator, diz que pessoas
residentes no exterior desistiram de depor ao serem
informadas de que os réus teriam de arcar com custos
Envolvidos estão na expectativa
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram
ontem que só serão ouvidas 3 das 13 testemunhas residentes
no exterior indicadas por réus do mensalão, por entender que
as indicações ocorreram com o objetivo de atrasar o
processo, o que poderia levar à prescrição de crimes
supostamente cometidos.
"A minha preocupação fundamental é que a maior parte das
testemunhas indicadas eram de caráter procrastinatório e
inútil", afirmou o ministro do Supremo Joaquim Barbosa,
relator do tema.
Recentemente, ele havia decidido que o custo dos depoimentos
seria pago pelos réus. Segundo os cálculos do ministro, o
valor total para ouvir as 13 testemunhas poderia chegar a R$
19 milhões.
"Quando falei que deveriam arcar com os custos e que teria
que haver tradutor, grande parte desistiu. Isso me mostra
esse caráter das testemunhas", afirmou Joaquim Barbosa.
Ele foi acompanhado pelos colegas Carlos Ayres Britto,
Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Ricardo
Lewandowski.
Os ministros Celso de Mello, Eros Grau e Cezar Peluso, por
sua vez, propuseram estabelecer um prazo fixo para ouvir
todas as testemunhas indicadas, mas foram vencidos. Não
participaram do julgamento Carlos Alberto Direito (em
licença médica) e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes.
Testemunhas
Agora, a Justiça só ouvirá o depoimento de três pessoas que
moram em Portugal. São eles: Miguel Horta Costa, da Portugal
Telecom, Antônio Luís Mexia, ministro de Obras Públicas de
Portugal, e Ricardo Salgado, executivo do Banco Espirito
Santo, que tem sede em Lisboa.
O primeiro deles foi indicado pelos réus Emerson Palmieri,
Roberto Jefferson, Marcos Valério de Souza e José Dirceu. Os
dois últimos, apenas por Valério e Dirceu. Os custos
continuarão a ser pagos por eles.
Os três nomes mantidos teriam participado de uma reunião com
Valério, conhecido como o operador do mensalão, esquema de
pagamento de propina a congressistas em troca de apoio a
projetos de interesse do governo Lula.
Os outros dez indicados não teriam nenhuma relação ou
conhecimento sobre o caso.
Eles haviam sido apontados, segundo o Supremo, por José
Janene, Carlos Alberto Quaglia, Zilmar Fernandes, Kátia
Rabello, José Roberto Salgado e Cristiano de Mello Paz.
A Folha não localizou os advogados deles até o fechamento
desta edição. As testemunhas descartadas moram nos Estados
Unidos, em Portugal, na Argentina, e nas Bahamas.
Em agosto de 2007, os ministros do Supremo Tribunal Federal
aceitaram a denúncia proposta pelo Ministério Público
Federal contra os supostos envolvidos no esquema, abrindo
ação penal contra 39 pessoas, entre eles os ex-ministros
Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Comunicação).
O ministro Joaquim Barbosa acredita que o julgamento
final do caso só deverá acontecer em 2011.
Diretor-geral do Senado nomeou servidor acusado de fraude a
cargo comissionado dois dias depois de o funcionário ter
sido exonerado pelo presidente da Casa
A audácia da burocracia administrativa do Senado parece não
ter limite. É capaz de atropelar até mesmo as ordens da mais
alta autoridade da Casa, o presidente. O atual diretor-geral
do Senado, José Alexandre Gazineo, protagonizou um exemplo
recente dessa ousadia. Sem fazer alarde, Gazineo nomeou um
servidor acusado de fraudar licitações para um cargo
comissionado apenas dois dias depois de esse mesmo
funcionário ter sido exonerado.
O episódio ocorreu em 2008 e só agora vem à tona, no rastro
da publicação de atos administrativos retroativos. Em 2 de
dezembro de 2008, no ato de nº 2.670, Gazineo nomeou
Dimitrios Hadjinicolaou para o posto de chefe de gabinete
administrativo da Secretaria de Estágios com efeitos
retroativos a 16 de outubro.
Dois dias antes, no dia 14, o então presidente Garibaldi
Alves Filho (PMDB-RN) havia exonerado o servidor da função
de diretor de Contratações e Compras por causa de seu
suposto envolvimento num esquema de fraudes em licitações. O
posto destinado a Dimitrios, um FC-07, representa R$ 3,3 mil
a mais no contracheque.
Ontem, abordado em plenário, Garibaldi ficou pasmo com a
informação apresentada a ele pelo Correio: “Isso é um
absurdo. Eu não sabia. Tem de haver uma investigação”,
afirmou o peemedebista. Em 2008, pressionado a agir por
causa da revelação de detalhes da Operação Mão-de-Obra, ação
da Polícia Federal contra as irregularidades em licitações
da Casa, Garibaldi determinou o afastamento de Dimitrios e
Aloysio Brito Vieira, outro ex-diretor na Secretaria de
Compras e Contratações do Senado, além da realização de
licitações para substituir as empresas investigadas.
Enviado porCamilo com informações do
Correio Braziliense
Até mesmo vereador da base do governo criticou a
administração por permitir utilização de área onde
funciona a Escolinha do Futuro, para o comércio de carros,
patrocinado pelo banco Itaú
Veja a seguir reportagem sobre o caso, publicada pelo Diário da Região nesta
terça-feira:
Prefeitura
diz que “não sabe” quem
autorizou feirão no Seno
Transcorridas duas semanas desde que o vereador Antônio
Aparecido Toniolo (PRP) denunciou a realização do feirão de
venda de carros no campo do Seno (Sociedade Esportiva Novo
Osasco), a prefeitura respondeu agora, por meio da
assessoria de imprensa, que “não sabe quem concedeu
autorização para a realização do evento”.
Após grande insistência do Diário, a devolutiva da
administração foi que, se existe autorização, ela não partiu
nem da secretaria de Governo (responsável por esse tipo de
trâmite), nem da de Esportes.
O vereador criticou a utilização da área – onde funciona a
Escolinha do Futuro – para o comércio de carros, patrocinado
pelo banco Itaú. “Não podemos permitir que um terreno
público seja utilizado para fins comerciais. Onde estão os
alunos da Escolinha do Futuro nesse momento? Ficam em casa
enquanto acontece o feirão?”, questionou Toniolo ao fazer a
denúncia.
Mesmo sendo da base governista, Toniolo apresentou
requerimento para saber da prefeitura quem autorizou o
feirão. “Eu fico mais preocupado ainda, pois se a Secretaria
de Governo, que é o órgão competente, não autorizou, e a de
Esportes também não, quem foi que autorizou?”, ponderou.
Além do ‘desconhecimento’ quanto à origem do aval, também
não se sabe qual a contrapartida recebida pela administração
para a cessão do espaço.
BLOG COMENTA:
E enquanto isso, o prefeito Emidio de Souza segue fora da
cidade em busca de apoio para sua candidatura a governador
de São Paulo. Uma vergonha!
O fato é que este é o estilo de governar dos políticos "clientelistas".
Montam o curral eleitoral (Bolsa Família, Cestas Básicas e
outras quinquilharias...) e não dão bola para mais nada!
Que desplante, ninguém sabe na Administração quem autorizou!
Na qualidade de presidente do Sindicato dos Condomínios de
São Paulo e Região - Sinconedi, debatemos com o advogado dr.
Marcelo Manhães direitos e deveres
de moradores em condomínios.
Se você mora em condomínio vale a pena ficar por dentro:
Um motociclista passava com sua Kavasaki a 130 km/h por uma
estrada deserta, quando inesperadamente dá de cara com um
passarinho.
Ele tentou, mas não conseguiu esquivar-se e os dois se
chocaram.
Pelo retrovisor, ele viu o coitado do bicho dando piruetas
no asfalto até ficar estendido, se contorcendo. Não podendo
conter o remorso, ele parou a moto e voltou para socorrer o
bichinho, que estava inconsciente, quase morto.
Angustiado, o motociclista recolheu a pequena ave, comprou
uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar
um pouquinho de pão e água para o pobre acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência e ao
despertar, vendo-se cercado pelas grades da gaiola, com o
pedacinho de pão e a vasilha de água no canto, o bicho põe a
mão, ou melhor, a asa na cabeça e diz: