-Ela é primeira vítima fatal no estado de São Paulo
-Casos no Brasil já passam de mil
Uma menina de 11 anos que morreu no dia 30 de junho é a
primeira vítima fatal da influenza A (H1N1) no Estado de São
Paulo, informou a Secretaria da Saúde do Estado nesta
sexta-feira (10). Este é o segundo óbito relacionado à
doença no Brasil - o primeiro foi um caminhoneiro do Rio
Grande do Sul.
A menina foi internada no Hospital Sino Brasileiro, que é um
hospital privado de Osasco, com fortes dores abdominais e
vômito, mas, como não apresentava o quadro da doença, voltou
para casa. No dia seguinte, apresentou febre de 39ºC, tosse,
dores no corpo e vômito. No dia 30, voltou ao hospital, onde
teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.
A gripe suína só foi confirmada após a morte, porque o
irmão, de sete anos, apresentou os sintomas. Os pais da
menina e uma outra criança, contato próximo da família,
também tiveram a doença confirmada, mas passam bem. A
família é de classe média e os filhos têm matrícula em
escola pública, informou o secretário da Saúde, Luiz Roberto
Barradas Barata.
Ainda de acordo com o secretário, ninguém da família relata
que viajou para o exterior ou teve contato com pessoas que
saíram do país. Outra garota que manteve contato com a
família também contraiu a nova gripe, mas é monitorada em
casa.
"Acreditamos que a gripe ajudou a diminuir o sistema
imunológico da garota, que já estava comprometido", disse o
secretário em entrevista coletiva. Ele afirmou que a criança
já teve hantavirose quando era menor, o que diminuiu sua
imunidade. A causa confirmada da morte foi septcemia, e a
criança também teve pneumonia, agravada pela influenza A.
O secretário disse ainda que nada mudará em relação à
política de combate à doença em São Paulo. "O caso mostra
que o Estado está em alerta", disse. O resultado da análise
na criança que morreu ficou pronto no dia 8 de julho e foi
rechaçado no dia 10. O Ministério da Saúde já foi
notificado.
Em junho de 2001, o presidente do Senado, José Sarney,
esteve em Veneza, na Itália, ao lado do banqueiro Edemar Cid
Ferreira, amigo de mais de três décadas. Eles foram
acompanhar a cultuada Bienal de Artes da cidade. Sarney e
Edemar visitaram exposições e foram a festas.
Semanas depois, já em São Paulo e de volta ao trabalho, o
então dono do Banco Santos mandou registrar em seu
computador detalhes financeiros da temporada da dupla em
Veneza. O registro faz parte dos milhares de arquivos
digitais que integram o processo sigiloso de liquidação do
banco.
O documento tem como título "JS-2". Em sete linhas ele
relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior.
Há um ano, VEJA teve acesso a esse e outros documentos do
rumoroso caso de liquidação extrajudicial do Banco Santos.
Na semana passada, finalmente ficou claro que JS-2 era o
nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as
anotações feitas em 10 de junho de 2001, exatamente no dia
da abertura da Bienal, se referiam a movimentações de
fundos.
Edemar registrou a entrega de 10.000 dólares em Veneza a "JS".
Edemar Cid Ferreira se referia ao presidente José Sarney em
documentos do banco recolhidos pelos interventores e em
poder da Justiça pelas iniciais "JS." Caso encerrado?
As evidências são inequívocas, mas à polícia e à Justiça
cabe a palavra final.
Procurados por VEJA, tanto Sarney quanto Edemar garantiram
desconhecer os fatos apurados pelos interventores e pela
Polícia Federal e registrados nos documentos que ilustram
estas páginas. Essa é uma questão que cabe à Justiça
dirimir.
Como também cabe às autoridades determinar se essa conta e
os fundos nela contidos são de origem legal e se foram
devidamente declarados à Justiça Federal. Não é crime ter
conta no exterior.
Crime é mandar para fora os recursos sem conhecimento das
autoridades e sem comprovar a licitude de sua origem. Por
enquanto, o que os documentos significam é mais um grande
constrangimento para o presidente José Sarney em um momento
em que ele já se encontra assoberbado por uma série de
denúncias extremamente graves.
A simples proximidade com o controlador do Banco Santos é
problemática. Edemar foi condenado pela Justiça, em primeira
instância, a 21 anos de cadeia, já passou duas temporadas em
uma penitenciária em São Paulo e está com todos os bens
bloqueados pela Justiça.
Os documentos referentes à conta de José Sarney estão
anexados a outros que os fiscais do BC coletaram no curso de
uma investigação bem mais ampla das atividades financeiras
clandestinas do Banco Santos. Nos computadores apreendidos
foram localizadas trocas de mensagens entre a secretária de
Edemar, Vera Lúcia Rodrigues da Silva, e um conhecido
doleiro de São Paulo.
Eles combinavam pagamentos e entregas a clientes de dinheiro
vivo, em dólares e reais – tudo sem nenhum registro contábil
oficial. Algumas dessas operações, segundo a polícia,
referem-se a comissões que Edemar Cid Ferreira pagava a
dirigentes de fundos de pensão de empresas privadas e
estatais que, a despeito de ter interventores instalados no
banco e dos rumores de quebra, mantinham altas somas
aplicadas ali.
O arquivo "JS-2 – Posição exterior JS" foi encontrado nessa
má companhia. Ele identifica a movimentação da conta que, em
30 de outubro de 1999, registrava saldo no exterior de 870
564 dólares, o equivalente, então, a 1,7 milhão de reais.
Além da entrega de dinheiro em Veneza, o arquivo "JS-2"
expõe outras duas retiradas.
A primeira, em 18 de dezembro de 2000, é de 4 717 dólares,
ou 10 000 reais, segundo a conversão anotada na planilha, e
não especifica o destino dos recursos. A segunda, em 21 de
março de 2001, descreve um saque de 2 273 dólares, também
convertidos em reais.
Especifica-se o destinatário: "Valor entregue na Al.
Franca". A família Sarney tem um apartamento na Alameda
Franca, em São Paulo, onde, recentemente, se hospedou a
governadora Roseana Sarney depois de se submeter, na capital
paulista, a uma cirurgia para correção de um aneurisma.
A relação íntima e histórica de José Sarney com Edemar Cid
Ferreira, os negócios do ex-banqueiro em áreas de influência
política do senador e a coincidência entre as iniciais JS
são, repita-se, apenas evidências, quase inequívocas, sim,
mas apenas evidências, de que ambos se associaram na prática
dos delitos financeiros consubstanciados nos documentos em
poder da Justiça.
A dúvida sobre se as iniciais JS se referem mesmo a José
Sarney não existe. A prova disso está em outro documento em
posse da Justiça ao qual VEJA teve acesso: a agenda de
Edemar. A letra "J" registra nomes conhecidos como José
Serra, Jô Soares, Jayme Sirotsky, Jorge Santana e João
Santos.
Entre nomes completos está a sigla "JS". Clicando em cima
das iniciais abre-se uma página intitulada "Contatos JS".
Nesse arquivo estão armazenados todos os endereços de José
Sarney em Brasília e em São Paulo e todos os telefones,
inclusive de secretárias, ajudantes de ordens e seguranças
do presidente em Brasília, São Luís e Macapá.
"As referências a José Sarney em muitos documentos
encontrados no banco eram feitas simplesmente pela sigla JS",
confirma um dos auditores do Banco Central que participaram
do processo de liquidação do Santos e não pode se
identificar.
A suspeita de que mantinha uma arca milionária e secreta no
exterior, administrada pelo amigo banqueiro, é terrível para
o presidente do Congresso porque suas declarações de imposto
de renda não registram dinheiro no exterior no período
contemplado pela contabilidade do Banco Santos.
Além disso, os dólares de "JS" equivaliam a 1,7 milhão de
reais em 1999 – 74% do patrimônio total declarado por Sarney
à Justiça Eleitoral em 1998, quando concorreu ao cargo de
senador pelo Amapá.
Questionado por VEJA sobre a existência de recursos de sua
propriedade no exterior, entre 1999 e 2001, o senador foi
enfático. Por meio de sua assessoria de imprensa, Sarney
informou que não manteve recursos fora do país nesse
período.
Sobre a coincidência entre o repasse de dinheiro exatamente
no período em que esteve em Veneza, o senador disse apenas
que "isso não me diz respeito". O presidente do Congresso
confirmou que fora à Bienal a convite de Edemar com as
despesas de passagem e hospedagem pagas pelo ex-banqueiro.
Envolvido em uma espiral de denúncias desde que assumiu o
comando do Congresso, o senador também é mencionado de
maneira explícita numa agenda em que o ex-banqueiro lista
tarefas que precisava cumprir no dia 1º de novembro de 2004
– onze dias antes da intervenção do BC em seu banco.
A agenda deixa evidente que a relação entre o senador e o
ex-banqueiro não era apenas de amizade ou interação
intelectual. Em um dos itens, logo abaixo do nome de Sarney,
aparece o nome da estatal Eletrobrás. A empresa, comandada
por gestores indicados pelo senador desde o início do
governo Lula, é uma das patrocinadoras do fundo de pensão
Real Grandeza.
Dos cinco maiores fundos de pensão que perderam recursos com
a quebra do banco, o Real Grandeza foi o maior prejudicado.
Sofreu um prejuízo de 153,6 milhões de reais. O Nucleos foi
outro fundo que ficou no prejuízo com a liquidação do
Santos. Ele pertence aos empregados das estatais do setor
nuclear, uma área notoriamente controlada por pessoas
indicadas pela ala do PMDB mais ligada a Sarney.
A relação entre o ex-banqueiro e o senador sempre foi
pontuada por episódios estranhos. Há cinco anos, um dia
antes da intervenção do BC no Santos, Sarney conseguiu
retirar 2,2 milhões de reais que tinha investido no banco do
amigo. Entre as centenas de aplicadores no banco de Cid
Ferreira, Sarney foi o único que conseguiu salvar suas
economias, escapando do bloqueio imposto pelo BC aos outros
investidores.
O presidente afirmou, então, que mandara sacar o dinheiro
por causa dos rumores no mercado dando conta da péssima
saúde financeira do Santos. Sarney negou ter recebido
informação privilegiada.
Em entrevista a VEJA, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira
disse ter ordenado a transferência por conta própria.
"Sarney nunca me pediu para retirar o dinheiro do banco. Eu
que o fiz", afirmou. A explicação sobre a origem do dinheiro
também não convence muito.
Como os 2,2 milhões de reais não apareciam em sua última
declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, Sarney
afirmou que o dinheiro fora obtido com a venda do Sítio do
Pericumã, uma fazenda de 268 hectares que mantinha nas
imediações de Brasília. O presidente, porém, continuou a
usar normalmente a propriedade que afirmou ter vendido.
Desde que perdeu o banco, Edemar Cid Ferreira vem amargando
um período de purgação. O ex-banqueiro garantiu a VEJA que o
Santos nunca foi depositário de recursos de terceiros no
exterior. E acrescentou: "Desconheço a existência de um
arquivo JS-2 em meu computador. Não sei quem criou, quando e
com que propósito".
O arquivo JS-2, segundo os registros digitais que podem ser
verificados no próprio computador do ex-banqueiro, foi
criado no dia 3 de julho de 2001, às 10h05, por uma
funcionária chamada Vera – mais precisamente Vera Lúcia
Rodrigues da Silva, secretária de Edemar, a mesma que, de
acordo com a polícia, operava as contas e fazia os
pagamentos clandestinos do Banco Santos. Com a palavra
final, a Justiça.
Militantes
do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) completaram nesta
sexta-feira o terceiro dia de protesto diante da casa do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, no ABC
Paulista, acorrentando a sétima pessoa às grades em frente o
prédio onde Lula passa os fins de semana com a mulher, dona
Marisa, e os filhos.
De acordo
com Zezito Alves da Silva, dirigente estadual do MTST, a cada
dia do protesto um militante voluntário deve se acorrentar ao
grupo, como forma de pressionar o governo federal a interceder
em assuntos de regularização de terrenos e obtenção de crédito
para moradia.
- Temos
vinte companheiros esperando na fila para se acorrentar. São
todos voluntários e não vamos desistir - disse Silva, que
entregou um documento com as reivindicações do MTST ao
presidente do PT de São Bernardo, Wanderley Salatiel: - Ele
prometeu entregar para o PT nacional e para a assessoria da
Presidência da República.
Salatiel
afirmou que já remeteu o documento à direção nacional do PT e
aos assessores do presidente Lula, mas questionou o local da
mobilização dos sem-teto.
-Daria mais
resultado se fizessem esse protesto em Brasília, que é onde
sempre ocorrem os protestos. Não consegui entender por que a
manifestação em São Bernardo. O MTST de São Bernardo nem está
participando e o presidente Lula não está na cidade. Por outro
lado, a maioria das questões é municipal- disse o petista, que
concluiu: - De todo modo, já entreguei a reivindicação do
movimento. Os municípios têm de fazer a parte deles.
As
reivindicações dos sem-teto têm quatro pontos específicos: a
desapropriação de terrenos ocupados pelo MTST, em especial o da
ocupação Zumbi dos Palmares, em Sumaré, onde vivem 1.200
famílias (o terreno é particular, segundo Zezito Silva); a
regularização do terreno da ocupação Anita Garibaldi, em
Guarulhos, para 2 mil famílias; regularização das moradias do
acampamento Carlos Lamarca, em Osasco; além de interlocução do
governo federal nas negociações do MTST com os estados.
Os sem-teto
queixam-se também do programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa.
Para o MTST, o programa deveria priorizar a situação das
ocupações e problemas dos sem-teto como critério para aprovar os
projetos dos municípios.
- A
avaliação do movimento é que o Minha Casa, Minha vida é um
programa bom, mas deveria ter um ponto específico para tratar
desse assunto.
Os detetives que investigam a morte de Michael Jackson não
descartam a hipótese de o cantor ter sido assassinado.
O chefe de polícia de Los Angeles, William Bratton, disse à TV
CNN que, após uma investigação "abrangente", aguarda apenas o
resultado dos exames toxicológicos para chegar à conclusão sobre
a morte repentina do Rei do Pop.
- Baseado no que o legista disser teremos uma ideia sobre com
que estamos lidando. Estamos tratando de um homicídio? De uma
overdose acidental? Do que estamos tratando? - disse Bratton,
que informou ter feito um levantamento do histórico de
prescrição de medicamentos e estar tentando falar com todos os
médicos que atenderam o cantor.
Enquanto isso, o pai do cantor, Joe Jackson
(foto), deu uma entrevista ao programa de TV "ABC News",
exibida na manhã desta sexta-feira, em que disse acreditar que
um "crime" esteja ligado à morte do filho, mas não deu detalhes.
-Por usarem apitos e tentarem
impedir o início da sessão com gritos e vaias,
manifestantes contrários ao projeto foram arrancados à força
do plenário
-A terceirização foi aprovada depois de 8 horas de sessão.
Contou com duras críticas da oposição que não concordou com
a forma que o projeto tramitou na Casa
-Vereadores de oposição condenaram a falta de uma audiência
pública para debater a proposta que, segundo eles, está
sendo feita no escuro
-O Hospital Antonio Giglio - que será o primeiro a ser
terceirizado - tem hoje mais de mil funcionários, que
deverão ser demitidos ou remanejados
Assista à reportagem
da Rede Globo que, assim como outras emissoras atraídas pelo
tumulto, esteve no local e registrou o caso:
BLOG COMENTA:
Os acontecimentos de ontem mostraram claramente que o
prefeito Emidio - como há muito tempo temos falado aqui neste
blog - já perdeu o controle da cidade.
Mesmo diante do tumulto e da importância do projeto - que
prova a incompetência administrativa do seu governo na área
de Saúde - o prefeito continua fora da cidade em busca de apoio
para sua pseudocandidatura a governador.
E para piorar, o seu secretário de Saúde - que deveria estar
na primeira fila do plenário da Câmara, segundo foi
alertado na tribuna da Casa - está em viagem pela
Espanha.
Diante desta situação de calamidade e abandono, pergunto: como não
criticar este governo que o que menos faz é governar?