Câmera da Verdade
11.08.2009 @ 09:09,
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Eleições
2010...
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Inelegível, Giglio entra na
guerra dos recursos para
tentar disputar a reeleição
Deputado teve suas contas rejeitadas pela Câmara, quando era
prefeito, e está inelegível por cinco anos

O ex-prefeito de Osasco e deputado estadual Celso Giglio
(PSDB) obteve recente vitória no “caso dos jantares”, após o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar, na semana
passada, o pedido do Ministério Público Eleitoral para a
cassação de seu mandato de deputado.
Agora, ele ainda enfrenta na Justiça o recurso para anular a
reprovação de suas contas como prefeito no ano de 2004, o
que ameaça torná-lo inelegível por cinco anos.
Caso perca o recurso, Giglio não poderá disputar as eleições
do próximo ano, em que deve concorrer à reeleição, nem as de
2012, em que pode ser candidato a prefeito outra vez. Em
entrevista concedida ao Diário na última sexta-feira, o
deputado disse que acredita na vitória do recurso e alegou
não haver irregularidades nas contas de 2004 que
justificassem sua reprovação pela Câmara Municipal, em
dezembro do ano passado.
“Não houve dano nenhum para a prefeitura, apenas uma
dificuldade de entendimento por parte do Tribunal [de Contas
do Estado (TCE)]. Não havia nenhum problema insanável,
nenhum problema de desvio”, argumentou.
Os vereadores de Osasco seguiram parecer do TCE, que
rejeitou as contas do ex-prefeito por diversos motivos, como
o investimento inferior a 25% do orçamento na Educação e o
descumprimento do pagamento devido de precatórios.
Giglio também teria ferido a Lei de Responsabilidade Fiscal,
que determina que no último ano de mandato o administrador
público não pode assumir despesa maior do que a
disponibilidade de recursos em caixa.
Giglio afirma que a votação na Câmara foi um “julgamento
político” e garante que não foi avisado em tempo hábil para
se defender em plenário. “Houve muitas falhas naquela
votação. Está evidente que foi uma reprovação política das
contas, o que é lastimável”, disse.
O deputado ainda ressaltou que ficou “aborrecido” porque
muitos vereadores que trabalharam com ele em sua gestão
foram, segundo ele, pressionados a votar pela reprovação.
Enviado por
Camilo
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11.08.2009 @ 09:09,
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Bispo Edir Macedo e mais
nove são denunciados por
lavar dinheiro

O juiz da 9ª Vara
Criminal de São Paulo, Glaucio Roberto Brittes de Araújo,
aceitou nesta segunda-feira denúncia do Ministério Público
Estadual contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas
ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).
Eles são acusados de lavagem de dinheiro desviado da Universal,
de maneira reincidente e com organização criminosa, e formação
de quadrilha. O dinheiro dos fiéis era repassado a empresas de
fachada ligadas à Universal, que mandavam os recursos para
paraísos fiscais no exterior. O dinheiro voltava ao país para a
compra de empresas de comunicação e outros bens. É o que mostra
reportagem de Adauri Antunes Barbosa, Flavio Freire,
Ricardo Galhardo e Soraya Aggege na edição desta terça
em O Globo.
Segundo a denúncia,
Macedo seria o chefe de uma quadrilha que usava empresas de
fachada para desviar recursos provenientes de doações dos fiéis
da Universal e praticar uma série de fraudes.
Apenas em 2004 e
2005, as empresas Unimetro Empreendimentos e Cremo
Empreendimentos teriam recebido R$ 71 milhões da Igreja
Universal. O dinheiro seria usado em benefício da quadrilha
denunciada, o que, em tese, desvirtuaria a finalidade das
doações à Universal, que tem isenção de impostos.
Edir Macedo não
aparece nominalmente como sócio das empresas, mas depoimentos e
outras provas colhidas ao longo das investigações apontam o
fundador e líder da Universal como verdadeiro dono das empresas
montadas para lavar o dinheiro recolhido de fiéis.
Os integrantes da
quadrilha são acusados tanto por obrigar fiéis a fazer doações
como por dar aparência legal às transações financeiras do grupo.
Um desses fiéis, que sofre de doença mental, chegou a doar a
totalidade de seu salário, fazer empréstimo bancário e vender um
terreno por preço irrisório para doar todo o dinheiro à
Universal. Em troca, recebeu uma "chave do céu" e um "diploma de
dizimista" no qual assina como "abençoador" ninguém menos do que
Jesus Cristo.
Macedo também é
acusado de usar o nome de laranjas para comprar emissoras de
rádio e TV que hoje compõem a Rede Record. Em alguns casos,
Macedo teria fraudado procurações assinadas por estes laranjas
para, posteriormente, transferir as ações das emissoras para seu
próprio nome ou de pessoas acusadas de participar da quadrilha.
Além de Macedo foram
denunciados Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales,
Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João
Batista Ramos da Silva, João Luis Dutra Leite, Mauricio
Albuquerque e Silva, Osvaldo Sciorilli e Veríssimo de Jesus.
Aceita a denúncia, todos foram transformados em réus.
O juiz determinou que
os réus respondam à acusação, por escrito, num prazo de dez
dias. Procurado, o juiz não se pronunciou sobre o caso. O
promotor do Gaeco Roberto Porto se recusou a comentar o caso,
alegando que corre em segredo de justiça.
Ninguém foi
encontrado nesta segunda na Universal para responder às
denúncias. Nos locais onde funcionariam a Unimetro e a Cremo não
havia quem falasse sobre o caso. A TV Record não quis comentar.
Enviado por
Camilo
Pesquisa
Eleições 2010...
11.08.2009 @ 09:09,
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Em SP, Alckmin venceria
em todos os cenários
-O tucano seria eleito, segundo sondagem do próprio partido
-Ciro é o
aliado de Lula mais competitivo

Pesquisa contratada pelo PSDB de São Paulo mostra que o
deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é atualmente o candidato,
aliado ao governo federal, mais competitivo na disputa
contra os tucanos pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010.
A sondagem mostra também que Geraldo Alckmin (PSDB),
ex-governador e atual secretário estadual de
Desenvolvimento, seria o vitorioso, com ampla vantagem, se a
eleição fosse hoje.
Alckmin é o vencedor em cada um dos 13 cenários de primeiro
turno apresentados na pesquisa. O desempenho do tucano chega
a alcançar 64,31% dos votos válidos (excluídos os brancos e
nulos).
O secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira,
outro nome cotado para disputar o governo paulista pelo
PSDB, tem desempenho mais fraco. No melhor cenário, quando
Alckmin não aparece, Aloysio chega a 5,48% das intenções de
voto.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinião, entre os
dias 12 e 19 de julho. Foram aplicados 1.245 questionários
em todo o Estado. A margem de erro é de 2,8 pontos
porcentuais.
Os dados mostram que não está no PT, da ex-prefeita Marta
Suplicy, a ameaça para tirar das rédeas tucanas o governo do
Estado, administrado pelo PSDB desde 1995. Ciro, que se
reúne amanhã com Lula e com a cúpula do PSB para resolver se
sairá candidato ao governo paulista com o apoio do PT, chega
a 58,23% dos votos válidos, no cenário em que o candidato
tucano é Aloysio - é nessa simulação que o secretário da
Casa Civil apresenta seu melhor desempenho (5,48%).
Nesse cenário, o candidato petista é o ex-ministro da
Fazenda e deputado Antonio Palocci Filho, que chega a
15,87% dos votos válidos, em empate técnico com a
subprefeita da Lapa, Soninha Francine, que alcança 16,92%
dos votos válidos.
Em nenhuma das simulações, Ciro perde para um candidato
petista - Marta, Palocci e o prefeito de Osasco, Emídio de
Souza. É justamente o PT paulista que apresenta maior
resistência a apoiar o nome do deputado.
A cúpula petista, no entanto, já se dobrou à orientação de
Lula a favor de Ciro. Com o apoio ao PSB, Lula pretende
fortalecer a aliança em torno da sua candidata à
Presidência, a ministra Dilma Rousseff.
O deputado, que aparece com baixa rejeição na pesquisa,
perde, no entanto, para o prefeito paulistano, Gilberto
Kassab (DEM), em todos os cenários.
Kassab chega a alcançar 46,99% dos votos válidos quando
Alckmin não está na disputa. Quando o tucano aparece, Kassab
varia entre 12,52% e 17,52%, sempre atrás de Alckmin, que
derrotou na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2008.
Kassab aumenta seu cacife político com o desempenho, mas o
prefeito sustenta que não pretende concorrer ao Palácio dos
Bandeirantes nesta eleição.
NINHO TUCANO
Cópias da pesquisa, que tem circulado nas mãos de tucanos
paulistas, animaram os entusiastas da campanha de Alckmin.
Eles acham que o favoritismo inconteste do ex-governador
ajuda a enterrar as pretensões do grupo de Aloysio, que
pretende lançá-lo na disputa.
O secretário da Casa Civil tem boas relações com todos os
partidos que compõem a base aliada do governador José Serra
(PSDB) na Assembleia paulista. Conta com a simpatia dos
principais nomes do DEM paulista, entre os quais Kassab.
No PT, o candidato com melhor desempenho é Marta, que chega
a 17,54% quando disputa com Kassab (42,69%) e Ciro (34,41%).
Palocci, no melhor cenário, tem 15,87%, na disputa com Ciro
(58,23%), Soninha (16,92%) e Aloysio (5,48%). Emídio aparece
com 2,28%, contra 44,94% de Kassab, 36,61% de Ciro, 10,62%
de Soninha e 3,27% de Aloysio Nunes Ferreira.
SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, Alckmin vence em todos os
cenários. Alcança 66,27% das intenções de voto contra Marta
Suplicy, que aparece com 15,74%. E chega a 63,61% contra
Ciro, que fica com 18,88%. O deputado do PSB venceria o
segundo turno se a disputa fosse com Aloysio. Ficaria com
54,22% das intenções de voto contra 6,43% do tucano.
Enviado por
Camilo
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