Maioria deles está ligado à
menina que faleceu em decorrência da doença. Crianças que
estudavam com ela estão sob monitoramento, mas não
apresentam sintomas, e forma de contaminação da família
continuam sendo investigada
Continuam em andamento as investigações, por parte da
Vigilância Epidemiológica de Osasco, sobre a forma como uma
garota de 11 anos, moradora do Jardim Santo Antônio, e sua
família contraíram a gripe A (H1N1), popularmente conhecida
como gripe suína, e que provocou a morte da menina.
A criança faleceu, no dia 30 de junho desse ano, de
septcemia (infecção generalizada, causada pela presença da
bactéria pnemococo no sangue) e na última sexta-feira, dia
10 de julho, foi confirmado pela Secretaria Estadual da
Saúde que ela tinha a doença.
Além dela, o irmão, o pai e a mãe foram contaminados. Além
disso, a avô e três primos apresentam os sintomas da doença.
Eles já fizeram os exames, mas os resultados ainda não foram
divulgados.
Nenhum deles viajou ou teve contato com pessoas que foram ao
exterior recentemente. Por isso, a Vigilância está,
atualmente, fazendo um procedimento chamado “busca ativa”
entre as pessoas que tiveram contato com a família, tentando
identificar alguém que tenha viajado. Caso esse contato não
seja confirmado, será uma indicação de que o vírus já
circula livremente não só por Osasco, mas pelo País.
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Osasco,
Carmecy Lopes, afirma que, apesar disso, não há motivo para
pânico na cidade. Atualmente, 9 pessoas estão sendo
monitoradas por suspeita da doença. E outras 8 tiveram o
diagnóstico confirmado desde abril deste ano.
A maioria dos casos está relacionado aos familiares da
garota. “Estamos fazendo também um monitoramento, com
acompanhamento diário, de todas as crianças que estudavam na
mesma sala da garota e de seu irmão, além de professores e
dos alunos que utilizavam o mesmo transporte escolar. Até
agora, não houve qualquer caso confirmado”, explica.
Segundo ela, também não há casos suspeitos e nem confirmados
no bairro onde a família reside e ainda na região onde fica
a escola.
Bairro
A coordenadora também ressalta que os moradores do bairro
não precisam tomar nenhum cuidado especial. “A gripe só é
transmitida por contato direto, como tosse ou espirro. As
orientações, para os vizinhos, é a mesma da população em
geral. Eles devem procurar o serviço de saúde se
apresentarem sintomas graves de gripe, com uma febre que não
cede nem com o uso de medicamentos”, explica.
De acordo com Carmecy, a rede de saúde está preparada para
receber e identificar esses casos. “Ao procurarem uma
unidade de saúde, eles serão informados sobre como proceder,
seguindo as determinações do Ministério da Saúde”, completa.
"A qualquer espirro, já ficamos assustados”, diz moradora do
bairro
No bairro onde a família reside, na zona Sul de Osasco, a
noticia da morte da criança em decorrência da gripe suína
fez crescer o medo da doença. “Sabíamos da doença pelas
informações da televisão, mas depois desse caso ficamos com
muito mais receio. Na verdade, não sabemos o que fazer. Já
vi até pessoas usando máscaras para passar em frente à casa
dela”, afirma Maria Aparecida de Lima, que é vizinha da
família.
Até quem não mora tão perto, está com medo. “Nem sabia que a
menina morava aqui no bairro, mas já fiquei apavorada. A
qualquer espirro, já ficamos assustados. Eu já tinha passado
no médico, com meus dois filhos, porque estava gripada, mas
ele disse que não era gripe suína. Depois dessa morte,
voltamos para outra consulta, só para ter certeza”, relata
Angelica dos Santos, moradora do bairro.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, os vizinhos não correm
riscos maiores em relação à população em geral, pois a
transmissão só acontece por meio de contato direito com
alguém contaminado. Deve procurar uma unidade de saúde quem
apresentar gripe com febre.
-Em entrevista, Rossi descarta reeleição a deputado federal
O ex-prefeito de Osasco e deputado federal Francisco Rossi
(PMDB) declarou que não deseja um novo mandato na Câmara dos
Deputados e que tem intenção de concorrer ao cargo de
deputado estadual nas eleições de 2010. Em entrevista ao
Diário da Região, Rossi também contou que não está
satisfeito como deputado em Brasília, falou sobre a crise do
Senado e garantiu que ‘fez as pazes’ com o desafeto político
Celso Giglio (PSDB).
“Não penso em reeleição, a não ser que aconteça algo
relevante dentro do partido que me leve a mudar de idéia”,
afirmou o deputado. Rossi contou que encomendou uma pesquisa
para avaliar as condições de sua candidatura junto ao
eleitorado local. O estudo foi realizado apenas em Osasco,
nos últimos 20 dias, e testou seu nome para os cargos de
deputado federal e estadual, ao lado de outras
lideranças do município.
Segundo ele, a pesquisa apontou que 44% dos entrevistados
votariam em Rossi hoje para deputado federal, número que cai
para 15% quando ele é apontado como deputado estadual,
ocupando a vice-liderança. Nesse cenário, Giglio lidera com
30% e, em terceiro lugar, aparece Osvaldo Verginio (PR), com
10,5%. O estudo aponta ainda que o quarto colocado é o nome
petista que estiver na disputa, seja Marcos Martins, Valmir
Prascidelli, João Gois ou outro escolhido.
O ex-prefeito ressaltou que o fraco desempenho no cenário em
que aparece como candidato a deputado estadual decorre do
fato de o eleitor ter se acostumado a vê-lo concorrendo a
deputado federal e Giglio a estadual. Ainda assim, ele
garantiu que sua pretensão hoje é concorrer à Assembléia.
“Não descarto disputar a deputado estadual, até mesmo porque
não tenho recursos para transformar as intenções de voto
para deputado federal em votos de fato”, argumentou.
Sobre a ‘falta de recursos’, Rossi citou as eleições para
prefeito do ano passado, em que perdeu para Emidio de Souza
(PT), e disse que se surpreendeu com os investimentos nas
campanhas. “Eu nunca imaginei, em toda a minha vida, fazer
uma campanha tão pequena como fiz, ainda mais em comparação
com as outras, que eram muito caras”, comparou.
Sem prestígio
O deputado afirmou que não está à vontade no Congresso, pois
o PMDB nacional é aliado do governo Lula, e Rossi pertence à
ala do PMDB que apóia os tucanos. “A atual situação em
Brasília não me favorece em nada. Sinto que não sou
prestigiado”, disse. Ele emendou que está “sintonizado com o
partido”, mas “com ampla liberdade para votar como quiser”.
Além disso, ele falou sobre a volta à Câmara dos Deputados,
após seis meses de licença, e sobre as mudanças que a Casa
sofreu em sua ausência. Rossi disse que sente falta dos
colegas falecidos Clodovil Hernandes e José Aristodemo
Pinotti e que “tem muita cara nova” entre os parlamentares.
O ex-prefeito comentou também que tem notado maior
preocupação nas ações dos deputados, por conta das denúncias
contra o Senado, e criticou a exploração excessiva da mídia
sobre o escândalo político e sobre a morte de Michael
Jackson. “Ficamos vários dias sem discutir problemas
importantes, como o desemprego e o atual caos da saúde. Mas
as notícias da crise do Senado, por outro lado, são
oportunidades para o legislativo melhorar e ganhar mais
transparência”, ponderou.
‘Atração’ da Câmara
Rossi voltou a confirmar que não pretende mais disputar a
administração de Osasco e que sua filha Ana Paula Rossi é a
‘candidata natural’ do PMDB a prefeita. “Ela está dando um
show na Câmara de Osasco, ‘partindo pra briga’ e sem se
encolher. É a maior atração: quando ela fala, todo mundo
pára pra ver”, comentou orgulhoso. Ele acredita que, atuando
na Assembléia, vai poder acompanhar de perto o trabalho da
filha e impulsionar a campanha.
"Cansei de brigar com o Giglio"
Francisco Rossi falou também sobre seus desentendimentos com
o tucano Celso Giglio no passado e assegurou que colocou ‘um
ponto final’ nas desavenças. De acordo com ele, os dois
retomaram negociações e, embora não tenham consolidado
parceria política, estabeleceram amizade. “Chega de briga:
hoje me dou bem com ele e vamos ser amigos”, destacou.
“Investi minha vida pública nele e desejo realmente que ele
ganhe as próximas eleições”, completou. Se Rossi realmente
disputar o cargo de deputado estadual, e se Giglio tentar a
reeleição, os dois podem, caso eleitos, trabalhar juntos na
Assembléia.
Enviado porCamilo com informações do
Diário da Região
Depois de descobrir que a
Casa funcionava com 181 diretores, agora o Senado se depara
com outro número surpreendente: pelo menos 20,4% dos 3.500
servidores que prestam serviços terceirizados à instituição
são copeiros ou contínuos. Ao todo são 717, sendo 204
copeiros e 513 contínuos, que foram empregados por meio de
contrato fechado, no dia 19 de novembro do ano passado,
entre o Senado e a Adservis Multiperfil Ltda, no valor de R$
22,7 milhões, com vigência até o fim do ano.
Em tese, existem na Casa mais de sete copeiros e contínuos
para servir a cada um dos 81 senadores. Isso sem falar nos
funcionários de serviços gerais que estão desviados de
função e também trabalham como copeiros e contínuos.
O contrato da Adservis estabelece ainda duas categorias de
contínuos e copeiros, para diferenciar os que atendem o
gabinete da presidência do Senado ou a residência oficial.
Entre os copeiros, há pelo menos 14 classificados como
especiais. Já o número de contínuos especiais chega a 77.
Em média, um copeiro ou um contínuo terceirizado recebe
salário de R$ 1 mil, enquanto os especiais recebem quase o
dobro desse vencimento, embora prestem serviços semelhantes.
Pelo valor do contrato, cada um dos 717 copeiros e contínuos
custa ao Senado R$ 2,4 mil por mêS.
-Por usarem apitos e tentarem
impedir o início da sessão com gritos e vaias,
manifestantes contrários ao projeto foram arrancados à força
do plenário
-A terceirização foi aprovada depois de 8 horas de sessão.
Contou com duras críticas da oposição que não concordou com
a forma que o projeto tramitou na Casa
-Vereadores de oposição condenaram a falta de uma audiência
pública para debater a proposta que, segundo eles, está
sendo feita no escuro
-O Hospital Antonio Giglio - que será o primeiro a ser
terceirizado - tem hoje mais de mil funcionários, que
deverão ser demitidos ou remanejados
Assista à reportagem
da Rede Globo que, assim como outras emissoras atraídas pelo
tumulto, esteve no local e registrou o caso:
BLOG COMENTA:
Os acontecimentos de ontem mostraram claramente que o
prefeito Emidio - como há muito tempo temos falado aqui neste
blog - já perdeu o controle da cidade.
Mesmo diante do tumulto e da importância do projeto - que
prova a incompetência administrativa do seu governo na área
de Saúde - o prefeito continua fora da cidade em busca de apoio
para sua pseudocandidatura a governador.
E para piorar, o seu secretário de Saúde - que deveria estar
na primeira fila do plenário da Câmara, segundo foi
alertado na tribuna da Casa - está em viagem pela
Espanha.
Diante desta situação de calamidade e abandono, pergunto: como não
criticar este governo que o que menos faz é governar?