Sábado, 16 de
maio de 2009
3 ANOS No ar
desde 8 de fevereiro de 2006
Destaques
Pensamento do Dia:
"A maioria dos políticos só se procupam em saquear o erário
onde está o suor dos brasileiros que pagam os mais altos impostos do
mundo. E os que pagam todo este custo, toleram os abusos
imobilizados pela negligência cidadã e falta de vontade cívica. " -
Do do leitor Juarez Alves.
Caso você tenha alguma denúncia a fazer sobre corrupção em
Osasco e região,
entre em contato com este blog.
A ação forte do governo federal não foi suficiente para
impedir a criação, nesta sexta-feira, da CPI da Petrobras no
Senado.
A base aliada do governo federal não conseguiu convencer o
mínimo necessário de seis senadores para retirar as
assinaturas do requerimento que pede a criação da CPI --o
que inviabilizaria sua instalação.
Sem reverter o quadro, a comissão deve ser instalada nas
próximas semanas na Casa Legislativa.
José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras
Estratégia da oposição deu certo
Ao longo do dia, o ministro José Múcio Monteiro (Relações
Institucionais) e líderes governistas representados pelo
senador Gim Argello (PTB-DF) deflagraram uma operação de
guerra para tentar convencer parlamentares a retirarem o
apoio à comissão. Múcio disparou telefonemas para senadores
governistas e da oposição na tentativa de reverter a criação
da CPI.
Nos bastidores, os governistas chegaram a convencer pelo
menos quatro parlamentares a desistirem da criação da CPI.
Os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Adelmir Santana (DEM-DF)
retiraram oficialmente as assinaturas, mas o número não foi
suficiente para impedir que a CPI fosse instalada.
Os governistas não quiseram tornar públicos os nomes dos
demais parlamentares que teriam mudado de ideia quanto à
necessidade da comissão ser criada, já que o número mínimo
não foi atingido.
A oposição havia reunido 32 assinaturas com o pedido de
instalação da comissão, cinco a mais que o mínimo necessário
de 27 senadores --como previsto pelo regimento do Senado.
Para enterrar a CPI, seis senadores tinham que retirar suas
assinaturas do requerimento, número que não foi atingido
pelo governo.
O regimento do Senado estabelecia a meia-noite desta
sexta-feira como prazo máximo para a inclusão ou retirada de
assinaturas do texto.
Nas negociações, Múcio disparou telefonemas inclusive para
senadores do DEM --que haviam concordado em suspender
temporariamente a criação da CPI. O PSDB acabou ficando
isolado na defesa da comissão, o que provocou um racha da
oposição no Senado.
Irritados com a possibilidade de suspensão da CPI, os
tucanos forçaram a leitura do requerimento de criação da
comissão na manhã desta sexta-feira com o senador Marconi
Perillo (PSDB-GO) na presidência dos trabalhos do Senado.
Após a leitura, os governistas deflagraram a "operação
abafa" da CPI --que acabou sem conseguir enviar o
requerimento de criação da CPI para o arquivo.
Saiba o que a CPI quer investigar sobre a Petrobras
O PSDB defende a CPI para investigar possíveis
irregularidades constatadas na Petrobras em operações da
Polícia Federal e de denúncias de sonegação fiscal e de
supostas irregularidades no repasse de royalties a
prefeituras. Os tucanos cobram a investigação de indícios de
fraudes nas licitações para reformas de plataformas e
exploração de petróleo, assim como nos contratos firmados
pela estatal.
No requerimento de abertura da CPI, os senadores também
pedem que a comissão investigue indícios de superfaturamento
na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco,
denúncias de desvios de royalties de petróleo e supostas
fraudes fiscais na Petrobras.
O pedido de criação da CPI foi motivado pela Operação Águas
Profundas, da Polícia Federal, que desmontou um esquema de
fraudes em licitações para a reforma de plataformas de
petróleo.
Irritação
O presidente Lula condenou a instalação da CPI em meio à
crise econômica internacional. Lula criticou o PSDB e chamou
a criação da CPI de "irresponsável" e "briga de
adolescente".
A oposição, por sua vez, classificou o presidente de
"autoritário".
A capacidade do Congresso de produzir escândalos parece não
ter fim: Efraim Morais (foto) contratou 52
funcionários-fantasma pagos pelo Senado Federal
O senador Efraim Morais, do Democratas da Paraíba, está na
vida pública há 27 anos. Já foi duas vezes deputado
estadual, teve três mandatos de deputado federal, presidiu a
Câmara por dez meses e está no Senado desde 2003. Apesar do
currículo extenso, ele jamais se destacou pela atividade
política.
O parlamentar é conhecido pela desenvoltura com que transita
em áreas que tratam de comissões, cargos, compras,
licitações e contratações de funcionários. Nos últimos
quatro anos, Efraim esteve à frente da primeira-secretaria,
cujas funções se assemelham às de um prefeito da Casa.
Nesse período, milhões de reais desapareceram em contratos
fraudados e burocratas fizeram fortuna da noite para o dia.
Há quatro meses, o Senado enfrenta uma onda de escândalos
que tem como epicentro justamente o gabinete ocupado até
janeiro passado por Efraim Morais – e que continua a
produzir novidades assustadoras.
A última delas: o senador paraibano mantinha uma tropa de 52
funcionários-fantasma, oficialmente contratados para
trabalhar no Congresso, mas que, na verdade, eram cabos
eleitorais pagos pelo contribuinte apenas para tocar
assuntos de interesse exclusivo do senador e de seus
aliados. Um comitê eleitoral permanente financiado com
dinheiro público.
VEJA teve acesso a uma planilha de computador em que estão
listados os fantasmas do senador Efraim. Ao lado de cada
nome, há o padrinho político, o cargo, a lotação e a data da
contratação do "servidor". Tudo bem detalhado, mostrando que
Efraim tinha total controle da máquina política que montou.
Só em salários, os fantasmas custaram aos cofres públicos
6,7 milhões de reais ao longo dos quatro anos em que o
senador ocupou a primeira-secretaria. Era uma vantagem e
tanto que o senador tinha em relação a seus adversários no
estado, principalmente quando se vai apurar o que seus
"servidores" faziam.
Enviado porCamilo com informações de
Otávio Cabral e Alexandre Oltramari / Veja
Em desabafos a amigos, o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-MA), disse estar desencantado e confidenciou, há 15
dias, o desejo de renunciar ao comando da Casa e até ao
mandato de senador. Chegou a marcar data: seu aniversário de
80 anos, em 2010.
Segundo interlocutores de Sarney, ele tem demonstrado com
frequência arrependimento de ter disputado a presidência do
Senado e dito que tem sofrido muito desgaste nos últimos
meses com os escândalos sucessivos que paralisam a Casa .
Nesses dois dias, na guerra entre oposição e governo para
instalar a CPI da Petrobras , Sarney não presidiu as
tumultuadas sessões.
O desejo de renunciar foi revelado nesta sexta-feira pelo
"Estado de S.Paulo". Mas, pelo relato desses amigos, Sarney
já mostra agora que quer concluir o mandato e reestruturar a
instituição. Embora, reservadamente, ele não esconda o
abatimento.
Enviado porCamilo com informações de
De Gerson Camarotti / O Globo:
O governo Lula gastou, entre 2003 e 2008, R$ 6,3 bilhões em
publicidade, segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Significa média anual de pouco mais de R$ 1 bilhão, sendo
que em 2006, ano eleitoral, o gasto com publicidade do
governo ultrapassou R$ 1,2 bilhão.
Os valores são próximos aos gastos do governo Fernando
Henrique, que manteve média de R$ 1 bilhão para publicidade
de 2000 a 2002. Nesses três anos (único período informado
pela Secom), o governo tucano liberou R$ 3,005 bilhões para
publicidade.
Esses gastos na era Lula partem de R$ 779,9 milhões, no
primeiro ano de governo, e sobem para R$ 1,1 bilhão, em
2005, auge do mensalão. Os dados são baseados em informações
do Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP). Nos
dois governos, mais da metade dos recursos de publicidade
foi para a TV.
Deputado considera que a posição do ministro não leva em
conta os problemas gerados pelo consumo de drogas
O deputado federal, Francisco Rossi/PMDB (foto) criticou o
posicionamento do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
que discursou durante marcha pela legalização da maconha,
ocorrida em 11 de maio, na zona sul do Rio de Janeiro.
Na ocasião, o ministro foi muito aplaudido pelos militantes
quando afirmou que “usuário de maconha não pode ser tratado
como criminoso e que a proibição só gera mais violência,
pois os traficantes aterrorizam comunidades”.
Minc também disse que “a lei atual despenalizou, mas não
descriminalizou”, ainda é crime fumar maconha e eu acho que
nós deveríamos avançar”, concluiu.
Rossi considera que este tipo de posicionamento não leva em
conta os problemas gerados à sociedade pelo consumo de
drogas. “Como ministro, ele não poderia defender o uso da
maconha, porque ela é a porta de entrada para drogas mais
pesadas e legalizá-la não resolve o problema”, disse.
Rossi manifestou sua indignação com relação ao discurso do
ministro porque considera que, de fato, o usuário deve ser
tratado como vítima, entretanto, não concorda que a maconha
deve ser legalizada. “O usuário é vítima, mas não podemos
criar mecanismos que estimule o consumo”, defende.
O deputado questionou, ainda, durante o seu pronunciamento,
que é importante saber se a posição do ministro representa a
posição do governo sobre o assunto.
O deputado fez essa crítica, em discurso, na Câmara, em
Brasília, nesta na 4ª feira, 13 de maio.
Juca era um cara muito
esquecido, vivia com a cabeça na lua. Um dia, ele disse que
ia na esquina comprar cigarro e desapareceu.
Ficou dez anos desaparecido.
Passado esse tempo, ele reapareceu. Bateu na porta de sua
casa. Sua mulher foi abrir, e lá estava ele. Dez anos mais
velho. Quieto. Sem dizer uma palavra.
A mulher despejou sua revolta em cima dele:
— Seu maldito! Seu cretino! Você diz que vai na esquina
comprar cigarro e desaparece?
Não contente, a mulher continua:
— Me abandona, abandona as crianças, fica dez anos sem dar
notícia e ainda tem a cara de pau, a audácia, a coragem de
reaparecer desse jeito? Pois você vai me pagar. Eu não vou
lhe perdoar nunca. Está ouvindo? Nunca. Entre, mas
prepare-se para...