Segunda, 22 de
junho de 2009
3 ANOS No ar
desde 8 de fevereiro de 2006
Destaques
Pensamento do Dia:
"Em recente discurso, o Presidente do Senado, José Sarney,
afirmou que a crise que atravessamos é problema da Casa inteira, e
pediu que todos respeitassem sua biografia. O Presidente disse duas
verdades, mas incompletas. É certo que o problema é do Senado, da
democracia, do Brasil inteiro. Mas a culpa é acima de tudo do
Presidente da Casa e sua Mesa Diretora. "
De Cristovam Buarque -
senador (PDT-DF)
Caso você tenha alguma denúncia a fazer sobre corrupção em
Osasco e região,
entre em contato com este blog.
Nos anos 80, por muito pouco aconteciam as numerosas
manifestações de rua
Um milhão de pessoas pediram eleições diretas em São
Paulo
Em 1984, o Movimento Diretas Já levou às ruas, só em São
Paulo, mais de um milhão de pessoas para pedir eleições
presidenciais.
No início dos anos 90, milhares de estudantes tomaram
avenidas e praças de várias capitais exigindo o impeachment
do presidente Fernando Collor.
Apesar de a indignação estar presente no país desde a
absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), resta a
pergunta: onde estão as manifestações de descontentamento?
A possibilidade de o país cair na apatia divide os
especialistas. A cientista política Lucia Hippolito entende
que a indignação está na rua, mas de outra forma.
Ela argumenta que as grandes passeatas de protesto, tão em
voga no passado, estão fora da agenda porque o governo Lula
conta com a simpatia das centrais sindicais e dos
estudantes.
- As grandes
manifestações do passado não ocorrem mais porque a União
Nacional dos Estudantes (UNE) e as centrais foram
aparelhadas pelo governo federal - diz Lúcia Hippolito.
As volumosas mobilizações, com bandeiras, faixas e gritos de
ordem, correm o risco de ficar só na memória afetiva dos
militantes de outros tempos. Mas é precipitado dizer que a
rua não é mais lugar de protesto.
A ética deixou de ser um diferencial entre os partidos. Essa
é aposta do professor de pós-graduação em Ciência Política
da UFRGS André Marenco para explicar a desilusão coletiva.
Segundo ele, o PT conseguiu ascensão no cenário político
tendo a ética como diferencial - o que se desfez com o
escândalo do mensalão.
O professor da UFRGS atribui à internet a alteração do
perfil do militante dos anos 2000. A popularização da rede
mundial fortaleceu a idéia do manifestante individual, em
detrimento das mobilizações coletivas. Se o resultado é o
mesmo, Marenco não arrisca responder.
A troca das bandeiras pelo teclado do computador está
plenamente confirmada no episódio de Calheiros. O site do
Senado ficou fora do ar por horas no dia seguinte à
absolvição, torpedeado pelos e-mails indignados que partiram
de todo o Brasil.
Apesar da avalanche de cobranças pela internet, ainda assim
os brasileiros seriam mais condescendentes aos desvios
éticos que os povos europeus. Professor de Filosofia da
Unisinos, Carlos Cirne Lima diz que o país está em um
estágio de subdesenvolvimento no que diz respeito à ética.
- É como uma criança na primeira fase da infância. Ela só
faz o que é certo se houver um adulto por perto. A maior
parte do povo brasileiro está nesse estágio, não traz a
ética dentro de si, só faz o bem se estiver sob observação -
compara.
Enviado porCamilo com informações do
Blog
Voto Zero
Agaciel diz que vencimentos são legais; remuneração
ultrapassou teto do funcionalismo
Entre 2006 e 2007, servidor recebeu em média R$ 30,9 mil por
mês; segundo ele, benefícios também foram pagos a outros
funcionários
O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia teve seus
vencimentos elevados nos últimos anos por uma série de
medidas chanceladas por ele próprio -algumas estão incluídas
na lista dos atos secretos da Casa.
De acordo com informações prestadas à Receita Federal pelo
Senado, às quais a Folha teve acesso, Agaciel recebeu R$ 415
mil em 2006. Se fosse feita uma média considerando 12 meses
mais o 13º, ele teria recebido R$ 31.900 de remuneração
mensal -valor mais alto do que o teto do funcionalismo
público, o salário dos ministros do Supremo Tribunal
Federal, de R$ 24.500.
Pelos dados repassados ao fisco, o 13º salário de Agaciel
foi de R$ 25.844 naquele ano.
Em 2007, ele embolsou um pouco menos, R$ 389 mil -média de
R$ 30 mil mensais.
Procurado desde sexta-feira, Agaciel disse ontem à noite que
todos os seus vencimentos estão de acordo com a lei e que
muitos dos benefícios por ele recebidos não são considerados
para o cálculo do teto salarial do funcionalismo.
Ele disse ainda que todos os benefícios e extras
incorporados a seu salário-base também foram pagos aos
demais servidores. "Tudo o que eu recebi passou pela
advocacia do Senado. Não há nada errado nos meus
vencimentos", afirmou o ex-diretor-geral.
Ele citou como exemplo indenizações obtidas na Justiça, que
são acrescidas à remuneração anual.
Os atos secretos do Senado não encobriram apenas
irregularidades na contratação de pessoal, mas também
decisões administrativas para beneficiar os próprios
senadores e funcionários graduados da Casa. A comissão de
sindicância descobriu que os documentos sigilosos esconderam
de reembolsos médicos exagerados e fora do padrão até
suntuosas reformas de apartamentos funcionais.
A cozinha de apenas um desses apartamentos foi repaginada
por mais de R$ 100 mil. Foi omitida também uma farra de
impressão de livros e publicações na gráfica do Senado e
outra na emissão de passagens aéreas internacionais.
Os parlamentares já foram alertados de que a caixa-preta da
instituição esconde muito mais do que já foi divulgado, e
que a investigação deve atingir todos os grupos de
senadores, inclusive os integrantes do chamado grupo ético.
Os atos secretos não ficaram centrados apenas na contratação
de parentes e aliados do grupo político do presidente da
Casa , senador José Sarney (PMDB-AP). Por isso, instalou-se
nos bastidores um clima de ameaça e intimidação.
Na qualidade de presidente do Sindicato dos Condomínios de
São Paulo e Região - Sinconedi, debatemos com o advogado dr.
Marcelo Manhães direitos e deveres
de moradores em condomínios.
Se você mora em condomínio vale a pena ficar por dentro: