Quinta, 23 de julho de 2009
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Pensamento do Dia:
"É um equívoco o Senado sair de férias, deixando a Casa pegando
fogo. Hoje acho que Sarney deveria renunciar ao mandato de
presidente. Assumiria o vice-presidente e em um mês poderíamos
escolher nosso novo presidente"
Do Senador Cristovam Buarque
Caso você tenha alguma denúncia a fazer sobre corrupção em
Osasco e região,
entre em contato
com este blog.
Gravações da Polícia Federal (PF) realizadas com autorização
judicial, durante a Operação Boi Barrica, comprovariam a
participação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP),
na negociação que culminou na nomeação do namorado de uma de
suas netas, Maria Beatriz Sarney, como assessor parlamentar.
Em uma das gravações, Maria Beatriz intercede junto ao pai,
Fernando Sarney - indiciado no último dia 15, no âmbito da
operação - para que seu namorado ocupe uma vaga na Casa. A
contratação teria sido intermediada pelo então diretor-geral
do Senado Agaciel Maia e foi feita por ato secreto.
Uma das gravações, de Maria Beatriz para o pai, em 30 de
março de 2008, já havia sido divulgada pelo Estado na semana
passada. Ela demonstra interesse em nomear a uma vaga no
Senado um suposto namorado. Henrique Dias Bernardes entraria
no lugar deixado por Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes,
irmão de Beatriz por parte de mãe, que estava na folha de
pagamento do Senado desde 2003, mas tinha pedido demissão.
No dia seguinte, Fernando Sarney teria dito à filha que
mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado. Segundo
Fernando, Agaciel lhe pediu que conversasse sobre o assunto
com Sarney, porque a nomeação dependia, formalmente, da
chancela de Garibaldi Alves (PMDB-RN), à época presidente do
Senado.
De acordo com o Estado, outra gravação aponta para uma
ligação de Fernando para o pai, na qual Sarney mostraria
contrariedade por não ter sido avisado com antecedência
sobre a demissão de Bernardo: "Ele falou assim: Ah, você
tinha que ter falado antes pra eu já agilizar." O suposto
namorado foi nomeado em 10 de abril, por meio de um ato
secreto assinado por Agaciel, depois da exoneração do
meio-irmão de Beatriz.
Ouça:
Neta do presidente do Senado pede ao pai, Fernando Sarney,
cargo para o namorado na Casa
Neta do presidente do Senado lembra o pai, Fernando Sarney,
sobre cargo para o namorado na Casa
Neta do presidente do Senado pressiona o pai, Fernando
Sarney, por cargo para namorado na Casa
Neta do presidente do Senado diz ao pai Fernando Sarney que
falou com o avô sobre cargo para o namorado na Casa
Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, tenta
agilizar a contratação do namorado da filha
Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o
pai e pede que ele dê "uma palavrinha com Agaciel" para a
contratação. Os dois conversam sobre "negócio da TV"
Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, conversa com
o filho João Fernando sobre o emprego dele como funcionário
do senador Epitácio Cafeteira
Atualização as 10:10h
Outras Gravações da PF mostram
Fernando como
operador da família Sarney
Único dos três filhos a não entrar oficialmente para o mundo
da política, ele se mostra eficiente articulador
As gravações feitas pela Polícia Federal no âmbito da
Operação Boi Barrica - com autorização judicial - revelam o
empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado,
José Sarney (PMDB-AP), como operador atuante nos negócios e
também na política. Um dos alvos preferidos dele, revelam os
diálogos, é o setor elétrico - nos telefonemas,
interlocutores como o diretor da Eletrobrás, Astrogildo
Quental, e o assessor do ministro Edison Lobão (Minas e
Energia) Antonio Carlos Lima, o Pipoca.
Avaliação reservada do grupo de Sarney é de que Tarso
deveria ter evitado o vazamento das conversas telefônicas e
o direcionamento da investigação da Operação Boi Barrica
para Sarney
Em sua ilha particular do Curupu, no Maranhão, o presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou dizer que não
renuncia. Integrantes do seu grupo político explicitaram
nesta quarta ao Palácio do Planalto a desconfiança de que o
vazamento das gravações da Polícia Federal, foram comandadas
pelo ministro da Justiça Tarso Genro, e tiveram claro
objetivo de desestabilizá-lo politicamente.
O próprio Sarney estaria contrariado com Tarso, por não ter
tido controle maior da investigação na PF.
Avaliação reservada do grupo de Sarney é de que Tarso
deveria ter evitado o vazamento das conversas telefônicas e
o direcionamento da investigação da Operação Boi Barrica
para Sarney. O presidente do Senado falou com poucos
interlocutores políticos. Demonstrou estar magoado com a
enorme exposição de seus familiares. Mas tem sido enfático
ao afirmar que não pensa em renúncia ou afastamento.
Contando com o apoio incondicional da maioria da bancada
peemedebista e mesmo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o presidente do Senado disse aos seus interlocutores
que pretende continuar se defendendo do que classificou de
campanha da mídia para derrubá-lo. E minimizou o conteúdo
das gravações divulgadas:
- Foram conversas de pai e filho.
A governadora do Maranhão e filha de Sarney, Roseana Sarney,
não comentou as novas denúncias contra o pai.
- Não li as novas denúncias. Estou em Imperatriz -
limitou-se a dizer.
A suspeita de Sarney é que setores do PT que estariam
descontentes com a sua eleição para o comando da Casa
estariam alimentando denúncias contra ele.
Na época da Operação Lunus, que encontrou dinheiro num
escritório de Roseana, então pré-candidata do DEM à
Presidência, em 2002, o grupo de Sarney também tentou pôr a
culpa no então adversário do PSDB, José Serra.
Para o Planalto e o PMDB, as gravações, embora exponham a
família Sarney, não contêm irregularidade. A avaliação é a
de que arrumar emprego para parente não era uma prática
ilegal até a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no
ano passado, que proibiu o nepotismo.
Em nota assinada por seu advogado, Eduardo Ferrão, Fernando
Sarney destacou que suas conversas "estritamente privadas
com seus filhos e seu pai" não revelam "qualquer conotação
de ilicitudes".
A nota ressalta ainda que "constitui conduta criminosa" a
divulgação de informações de um inquérito que tramita sob
segredo de Justiça e que sua propagação pela internet e
outros órgãos de imprensa "constitui flagrante e inaceitável
atentado a garantias estampadas na Constituição Federal".
Ainda de acordo com a nota, os trechos de suas conversas
telefônicas com os filhos, Maria Beatriz Sarney e João
Fernando Michels Gonçalves Sarney, e seu pai, José Sarney,
teriam sido mutiladas, mas "não revelam a prática de
qualquer ato ilícito". Ferrão conclui anunciando que,
"diante da lamentável quebra da privacidade a que todo o
cidadão faz jus, todas as medidas legais para a preservação
dos direitos" de seu cliente serão tomadas.
O temor no Planalto é que a popularidade de Lula pode sofrer
abalos ao colar a imagem dele aos escândalos do presidente
do Senado. Mas a determinação ainda é de manter a blindagem
por causa do necessário apoio de Sarney e do PMDB ao projeto
petista da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, em 2010.
Duzentos e quarenta adultos começaram a testar, ontem, em
Adelaide vacina contra o vírus H1N1
Os voluntários, com idades entre 18 e 64 anos, passaram a
receber injeções da vacina desenvolvida pela empresa CSL
Ltd. contra a gripe influenza A (H1N1) no Hospital Royal
Adelaide. Quatrocentas crianças também estão participando
dos testes.
Os participantes, que ganharam R$ 300 de recompensa, terão
que fazer anotações durante os próximos seis meses para
registrar sintomas como náuseas e dores de cabeça.
Uma outra companhia farmacêutica australiana, a Vaxine,
também começou nesta semana a testar uma vacina em 300
pessoas.
Doses
Segundo Andres Cuthbertson, cientista da CSL, “o dado
fundamental que buscamos é saber quantas doses são
necessárias para proteger o paciente”.
O resultado dos testes vai mostrar os efeitos de diferentes
doses, segundo o pesquisador.
A companhia australiana, que pretende ter as vacinas prontas
em setembro, já tem encomendas de 21 milhões de doses do
governo australiano (o que significa aproximadamente uma
para cada cidadão do país), de 20 a 40 milhões dos Estados
Unidos e também de Cingapura.
A Austrália tem mais de 14 mil casos de gripe suína
registrados e 40 mortes relacionadas, as piores estatísticas
da região Ásia-Pacífico.
Um dos casos mais destacados na mídia local foi o de uma
aborígene de 19 anos grávida que perdeu o bebê antes de ter
nascido e está em estado grave no hospital.
Cientistas australianos temem que a gripe possa sofrer
mutação para uma forma mais grave, como a espanhola e
asiática em 1918 e 1958.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, em todo o mundo a
gripe já causou 700 mortes.
O vírus H1N1 é o primeiro a causar uma pandemia de gripe em
41 anos.
Outras companhias que devem começar os experimentos em
humanos incluem a suíça Novartis AG, Glaxo Smith Kline Plc e
Baxter Internacional Inc.