-O
grupo, autodenominado independente, apresentou na
sessão desta terça-feira o documento
que será entregue ao prefeito Emidio de Souza
-São mais
de 21 mil assinaturas de moradores de apenas 3 bairros da
cidade
André Sacco mostra
o abaixo-assinado
Na sessão ordinária desta terça-feira o
grupo autodenominado independente, formado pelos vereadores
Sebastião Bognar, Jair Assaf, André Sacco, Ana Paula Rossi e
Josias da JUCO, apresentou documento com mais de 20 mil
assinaturas que será encaminhado ao prefeito Emidio.
Segundo o vereador André Sacco, que falou pelo grupo, a
situação nos bairros onde aconteceu a redução no horário
de atendimento dos postos é de muita revolta. "Os moradores
estão revoltados como nunca estiveram em relação ao
atendimento. Estão se sentindo discriminados e abandonados
pelo poder público. Estão com medo de muitas pessoas
morrerem por falta de um atendimento de urgência durante a
noite", afirmou Sacco.
O vereador alertou que o documento refere-se apenas aos
bairros do Airosa, Cidade das Flores e Jardim das Flores, que
tiveram seus postos de atendimento modificados. "Eles eram PPAs, que atendiam 24 horas, foram transformados e hoje
fecham no final da tarde. Os moradores querem que as
unidades continuem atendendo também durante a noite, como
era até o mês passado" , explicou.
A vereadora Ana Paula Rossi disse que esta "reforma"
realizada pelo prefeito Emidio está levando a Saúde da
cidade para UTI.
Mais de 6 horas de críticas
Vale dizer que nesta terça a Câmara de Osasco também
realizou sessão extraordinária para votar diversos projetos
enviados pelo Executivo. A sessão começou às 19 horas e
terminou quase às 2 horas da manhã.
Sabendo que todos os projetos seriam aprovados, visto que a
base do governo conta com 16 vereadores, a oposição fez
questão de ocupar o tempo regimental de discussão de uma hora
por vereador para criticar duramente o Executivo.
Foram mais de 6 horas de fortes debates. O mais acalorado
antecedeu a votação de um projeto em que a Prefeitura trocou
um terreno público de mais de 200 metros quadrados, no nobre
bairro do Remédios, por uma máquina escavadeira.
"Isso é um absurdo sem tamanho. Este governo transformou a
prefeitura em balcão de negócios. Há pouco tempo trocou uma
área nobre do povo de Osasco por 250 computadores velhos.
Agora troca uma área não menos nobre por um equipamento já
usado, que não deve durar mais de 2 anos. Isso é queimar os
bens públicos. Parece piada, mas é uma dura realidade",
disse André Sacco.
A divulgação dos gastos da verba indenizatória revelou que
senadores utilizam o dinheiro para pagar de assinatura de TV
a cabo a almoço em restaurantes famosos, como o Fasano, em
São Paulo. Cada senador tem direito a R$ 15 mil mensais
dessa verba, e eles a utilizam ainda para pagar propaganda
de seus mandatos em rádios e TVs, alugar aviões para viajar
por seus estados, hospedarem-se em hotéis cinco estrelas e
contratar assessorias diversas, como de jornalistas.
Mas a prestação de contas que apresentam para explicar os
gastos suscitam questionamentos, caso de Antônio Carlos
Magalhães Júnior (DEM-BA). Em maio, o senador apresentou dez
notas fiscais seriadas, com os números na ordem do bloco,
para justificar despesas de R$ 1 mil com combustível. Toda a
despesa foi realizada no posto Ponto Certo, em Salvador
(BA). Sua assessoria explicou que ACM Júnior é o único
cliente a solicitar nota fiscais no estabelecimento, e que
os outros consumidores recebem o cupom fiscal.
Valdir Raupp (PMDB-RO) utiliza a verba indenizatória apenas
com dois tipos de despesas: com aluguel de avião ele gastou,
em abril e maio, cerca de R$ 17 mil; e usou R$ 17,3 mil para
divulgar seu mandato em 23 veículos de comunicação de
Rondônia.
- Só gasto com isso porque o estado é grande, e temos que
estar presentes em muitos lugares. Consigo um desconto no
aluguel de um bimotor. E, desculpe a franqueza, a mídia
nacional pega no pé da gente, e preciso prestar conta no
estado da minha atuação em Brasília - disse Valdir Raupp.
O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) aproveita essa
verba para comprar diariamente quentinhas destinadas à
alimentação de funcionários de seu gabinete e da Casa da
Dinda. Paga R$ 10 por unidade no restaurante Boka Loka, no
Paranoá, no Distrito Federal. Nos últimos dois meses, foram
R$ 4.830 destinados a essa despesa.
- Nós o atendemos há algum tempo, e ele me paga sempre aos
sábados - disse Maria Socorro Kishimoto, dona do
restaurante.
As notas fiscais e a descrição dos gastos com a verba
indenizatória tornaram-se públicos no site do Senado somente
esta semana, e incluíram apenas despesas de abril e maio.
Nos meses anteriores, aparecem somente gastos gerais, sem
detalhamento de sua aplicação. Os senadores são reembolsados
pelas despesas que efetuam.
Apesar de morar em Brasília, o senador Adelmir Santana (DEM-DF)
apresentou nota de refeição no valor de R$ 546, que gastou
no Fasano, luxuoso restaurante no bairro nobre de Jardim
Europa, em São Paulo. A norma que regula gasto de verba
indenizatória prevê que o dinheiro é para uso de atividades.
O vice-líder do Democratas na Câmara, deputado Paulo
Bornhausen (SC), encaminhou ao Tribunal de Contas da União
(TCU) representação para que sejam investigados os gastos do
governo federal com publicidade no período de 2003 a 2008. A
ação tem como base matéria do jornal Folha de S. Paulo,
segundo a qual os comerciais do Planalto atingiram 5.297
veículos de comunicação no ano passado.
O número representa alta de 961% sobre os 499 meios que
recebiam dinheiro para divulgar propaganda do governo Lula
da Silva em 2003, quando o petista tomou posse. "Existem
evidências de que o dinheiro da verba publicitária - Secom
(Secretaria de Comunicação), estatais e ministérios - está
sendo utilizado para alavancar a popularidade do presidente
Lula e da candidata do PT - ressaltou o parlamentar.
Segundo Bornhausen, o pedido de investigação também tem como
base as declarações do secretário executivo da Secom, Ottoni
Fernandes Jr, feitas em audiência na Câmara. Durante o
seminário sobre liberdade de imprensa, o secretário afirmou
expressamente que o governo está pagando publicidade nos
boletins de entidades sindicais, vinculadas a partidos
políticos. Esse tipo de repasse de verba pública é proibido
por lei.
O senador José Nery (PSOL-PR) propôs nesta terça-feira, a
criação de uma CPI para investigar os podres do Congresso. O
período a ser investigado se estende de 1995 a 2009.
Os alvos da CPI: os atos administrativos secretos do Senado;
contratos de prestação de serviço firmados na época em que
Agaciel Maia era diretor-geral do Senado; empréstimos
consignados celebrados na gestão do ex-diretor de Recursos
Humanos João Zoghbi.
Nery precisa de 28 assinaturas de senadores para a criação
da CPI.
Na qualidade de presidente do Sindicato dos Condomínios de
São Paulo e Região - Sinconedi, debatemos com o advogado dr.
Marcelo Manhães direitos e deveres
de moradores em condomínios.
Se você mora em condomínio vale a pena ficar por dentro:
Um ônibus estava no seu ponto final, em uma ladeira, quando,
para o alívio de 450 passageiros apertados e impacientes,
ele partiu ladeira abaixo. Um homem de certa idade começou a
seguir o ônibus desesperadamente.
Um bêbado que estava no ônibus viu a cena e gritou:
— Esquece, coroa! Você não vai conseguir alcançar a gente é
nunca!