Sexta, 24 de julho de 2009
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Pensamento do Dia:
"É um equívoco o Senado sair de férias, deixando a Casa pegando
fogo. Hoje acho que Sarney deveria renunciar ao mandato de
presidente. Assumiria o vice-presidente e em um mês poderíamos
escolher nosso novo presidente"
Do Senador Cristovam Buarque
Caso você tenha alguma denúncia a fazer sobre corrupção em
Osasco e região,
entre em contato
com este blog.
O homem metido a machão estava respondendo a um
interrogatório por ter matado o seu vizinho.
— Sabe o que é, seu delegado? — explicava o machão — Ele via
fazendo gracinha. Todo dia que eu saía de casa, passava
perto dele e ele ficava me cantando, como seu fosse uma
mulher. Aí um dia eu perdi a paciência e dei três tiros
nele.
— Mas só por causa disso? Por que você não tentou conversar
com ele?
— Bem, seu delegado, eu tentei, mas o problema é que ele
estava quase me convencendo.
Apontado como favorito para disputar Presidência, ele
investe em programas para reduzir impacto da crise
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anuncia na
próxima semana a distribuição de R$ 210 mensais, por um
período de três meses, para cerca de 40 mil pessoas em todo
o Estado até o final do ano. A iniciativa, que transfere
renda para trabalhadores que procuram emprego, faz parte do
Programa Estadual de Qualificação Profissional da Secretaria
de Estado do Emprego e Relações do Trabalho. Lançado há um
ano, o projeto foi revisto para agregar distribuição de
bolsas.
Apontado pelas pesquisas de intenção de voto como favorito
para disputar a Presidência em 2010, Serra tem implementado
programas cujo objetivo é diminuir os efeitos da crise
financeira mundial no Estado, entre os quais o aumento do
desemprego. Em fevereiro, ele lançou medidas que previam,
entre outros pontos, a desoneração de investimentos e a
abertura de novas linhas de crédito. Disse, à época, que o
Estado fazia a sua parte no combate à crise.
A distribuição das bolsas custará cerca de R$ 100 milhões
para os cofres do Estado. Os recursos serão destinados para
pessoas entre 30 e 59 anos, que sejam chefes de família e
que aceitem participar de um dos cursos de aperfeiçoamento
profissional oferecidos pelo programa. Serão cursos para
ocupações de baixa complexidade, como construção civil e
limpeza.
Outra exigência é que os concorrentes à bolsa não tenham
concluído o ensino fundamental. A liberação dos recursos
será condicionada à frequência nos cursos, oferecidos pelas
Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) e pelo Senai, entre
outras instituições. Das 200 horas de curso, 120 horas serão
usadas para reforço do ensino fundamental, com aulas de
português e matemática."É uma transferência de renda
condicionada. Há um objeto claro, que é a melhoria da
formação das pessoas que estão procurando emprego", disse ao
Estado o secretário Guilherme Afif Domingos (Trabalho).
CRÍTICAS
Programas de transferência de renda já foram alvo de
críticas tanto pelo PSDB quanto por seus adversários
petistas. O Bolsa-Escola, lançado pelo ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso em 2001, era chamado de
bolsa-esmola por petistas. Depois, foi a vez dos tucanos
usarem o mesmo termo para adjetivar o Bolsa-Família, lançado
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Agora, o
discurso geral no PSDB é de defesa do Bolsa-Família, com
promessa de ampliação do programa, caso vençam as eleições.
O governo estadual pretendia abrir 60 mil vagas neste ano
para o programa de qualificação - em 2008, foram 26 mil.
Decidiu-se, entretanto, pela diminuição do número de vagas e
a concessão da bolsa, dando maior atratividade ao projeto
num momento em que as taxas de desemprego aumentavam em
razão da crise econômica.
A avaliação no governo é que o programa, que deve ser
mantido no ano que vem, ajudará a aumentar a empregabilidade
no Estado. Dados do IBGE sobre o mercado de trabalho da
região metropolitana de São Paulo, divulgados ontem, mostram
queda no desemprego e aumento na ocupação. A taxa de
desemprego em São Paulo ficou em 9% em junho, em relação a
10,2% em maio. Os dados, no entanto, mostram crescimento no
número de pessoas sem trabalho e sem procurar emprego, o que
pode significar um crescimento do desalento na região,
segundo o IBGE.
É o que aponta estudo da UERJ em parceria com a Unicef e que
envolveu taxas de homicídio nas 267 cidades brasileiras com
mais de 100 mil hab.
Barueri e Santana de Parnaíba ficaram entre as 10 mais
violentas, no Estado de São Paulo, para a população jovem.
É o que aponta estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio
de Janeiro) em parceria com a Unicef e que envolveu taxas de
homicídio nas 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil
habitantes.
Ocupando o 5º lugar no ranking estadual (e 82º no Brasil)
aparece Barueri, que registra média de 2,71 mortes para
cada grupo de 100 mil adolescentes.
Já Parnaíba é a 10ª colocada entre os municípios
paulistas (e 104ª no Brasil), com taxa de 2,22. A
cidade mais violenta para jovens, no País, é Foz do Iguaçu,
no Paraná, com índice de 9,7. E, no Estado, é Guarujá, com
2,94. A média nacional é de 2,02, enquanto a estadual está
em 1,42.
O levantamento aponta ainda que os homicídios respondem por
46% das mortes de adolescentes no
País e são a principal causa de óbitos nessa faixa etária, à
frente das causas naturais (25%) e dos acidentes (23%). Ele
criou ainda um novo indicador, o IHA (Índice de Homicídios
na Adolescência), que envolve assassinatos de jovens até 19
anos e foi usado para a elaboração do ranking.
Enviado porCamilo com informações da
Folha de São Paulo).
A perspectiva da impunidade é, para especialistas, uma das
principais razões para que políticos brasileiros façam uso,
com tanta desenvoltura, de bens públicos como se fossem
privados.
Segundo o professor titular de Filosofia e Ética da Unicamp,
Roberto Romano, a prática vem da formação do Estado
brasileiro, construído sob o sistema absolutista, onde não
existe separação do "tesouro do rei do tesouro público".
- Os nossos políticos se consideram pequenos nobres.
Sobretudo os capitães de oligarquias, que agem como se
fossem proprietários da coisa pública - afirma Romano.
O cientista político David Fleischer, da UnB, considerou a
conversa entre o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), e seu filho Fernando Sarney, gravada pela Polícia
Federal, muito grave.
Para ele, prova a falta de decoro parlamentar cometida pelo
senador.
- Essa conversa evidencia que eles acham que o Brasil é
deles. Pensam assim: "Vamos usar nosso poder e influência
para manipular a máquina federal em favor da família, dos
amigos. Vou fazer com essa propriedade o que quiser" - diz
Fleischer, ressaltando que a confusão entre público e
privado é comum não só em nível federal, mas também no
estadual e municipal.
- Os nossos políticos se consideram pequenos nobres.
Sobretudo os capitães de oligarquias, que agem como se
fossem proprietários da coisa pública - afirma Romano.
O cientista político David Fleischer, da UnB, considerou a
conversa entre o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), e seu filho Fernando Sarney, gravada pela Polícia
Federal, muito grave. Para ele, prova a falta de decoro
parlamentar cometida pelo senador.
- Essa conversa evidencia que eles acham que o Brasil é
deles. Pensam assim: "Vamos usar nosso poder e influência
para manipular a máquina federal em favor da família, dos
amigos. Vou fazer com essa propriedade o que quiser" - diz
Fleischer, ressaltando que a confusão entre público e
privado é comum não só em nível federal, mas também no
estadual e municipal.
" A mistura do público com o privado deveria dar cadeia,
mas, no Brasil, não dá, infelizmente "
Os dois professores fazem críticas aos mecanismos de
proteção jurídica a que têm acesso os políticos:
- A mistura do público com o privado deveria dar cadeia,
mas, no Brasil, não dá, infelizmente. Temos aqui o conceito
de trânsito e julgado, foro privilegiado, réu primário. O
jurídico está cheia de lacunas que faz com que o rico leve
até 20 anos para ser julgado em ultima instância - lamenta
Fleischer.
- Os políticos não teriam essa ousadia de tratar de coisas
públicas como se fossem coisas deles se não fosse o
privilégio do foro. Com essa ficção de julgamento pelo STF
(Supremo Tribunal Federal), eles estão livres e soltos para
definir o limite de território da casta deles - diz Romano.
Um deboche ao estado democrático de direito. Assim o
professor da Unicamp classificou a alegação dos advogados de
Sarney de que houve quebra de privacidade na divulgação dos
diálogos entre pai e filho:
- Dizer que é privada uma conversa que trata de ato secreto
para contratação para o Senado...
Fleischer lembra que pesquisas mostram que os brasileiros
são lenientes com a mistura do público com o privado.
" É a cultura do jeitinho, da boquinha. É comum na cabeça do
brasileiro porque ele mesmo ou os amigos já fizeram "
- É a cultura do jeitinho, da boquinha. É comum na cabeça do
brasileiro porque ele mesmo ou os amigos já fizeram.
Para o cientista político, Sarney, ao deixar a Presidência
da República, procurou se eleger senador para se proteger,
evitar processos, perpetuar seu clã no poder e abrir novos
negócios.
- Agora estamos vendo a teia que ele formou. É como se fosse
uma história sem fim.
Romano acredita que o Brasil só conseguirá se livrar dessa
prática com uma reforma econômica, fiscal, que garanta aos
estados e municípios maior participação na arrecadação.
- Do jeito que é, com os políticos como responsáveis por
levar verbas para suas cidades, seus estados, o poder
regional deles é grande. O eleitor pensa que ele traz
recursos para sua região. Isso explica a permanência do
Jader Barbalho, o império do ACM, Sarney, grupos que todo
presidente da República tem que enfrentar. Permanece o "é
dando que se recebe".
" Agora estamos vendo a teia que ele formou. É como se fosse
uma história sem fim "
Para o filósofo, a população fica refém do político e se
ilude, vivendo uma correlação como a existente entre o
tráfico de drogas e os moradores das favelas: de medo e
esperança.
- Faltam palavras para descrever a degradação e a corrupção
ética do Estado brasileiro. Precisaria da capacidade de um
Dante Alighieri, porque é um inferno - lamenta Romano,
citando o escritor e político italiano autor de "Divina
Comédia".
Enviado porCamilo com informações de
Marita Boos em
O Globo
Dois rabinos tentam de todas as maneiras levar o conforto
espiritual aos judeus na Alemanha nazista. Durante dois
anos, embora mortos de medo, enganam seus perseguidores, e
realizam ofícios religiosos em várias comunidades.
Finalmente são presos.
Um dos rabinos, apavorado com o que pode acontecer dali por
diante, não pára de rezar. O outro, ao contrário, passa o
dia inteiro dormindo.
-Por que você está agindo assim??, pergunta o rabino
assustado.
-Para salvar minhas forças. Sei que vou precisar delas daqui
por diante?, diz o outro.
-Mas você não está com medo? Não sabe o que pode nos
acontecer??
-Eu tive medo até o momento da prisão. Agora que estou
preso, de que adianta temer o que já aconteceu? O tempo do
medo acabou; agora começa o tempo da esperança?.